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Impactos do Agronegócio na saúde

  Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Com isso, surge a problemática da nocividade das ferramentas utilizadas no agronegócio na saúde da sociedade que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.


  É indubitável que a questão político-econômica esteja entre as causas do imbróglio. De acordo com dados cedidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no curto período de dez anos, o uso de agrotóxicos mais que dobrou no Brasil, crescendo 115%. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a preferência por alimentos produzidos em esquema de monocultura é fruto de preços e aparência atraentes aos consumidores, principalmente na população de baixa renda. Desse modo evidencia-se a importância do reforço da pratica da regulamentação como forma de combate à problemática.


  Outrossim, destaca-se a deficiência social no que tange à permanência do favoritismo a produtos ultraprocessados ao invés de alimentos orgânicos e livres de agrotóxicos . Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar dotado de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linda de pensamento, um jovem que convive com pessoas que têm essa preferência passa a adotar o mesmo tipo de comportamento, ainda que conheça os riscos para a saúde, como o desenvolvimento de câncer, cegueira e, em casos extremos, a morte, não apenas para o consumidor final, como também para o produtor rural.


  Urge, portanto, a necessidade da reestruturação político-social com vista a atenuação dos impactos do agronegócio na saúde da população. Cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fiscalizar as condições de manipulação de agrotóxicos a fim de reduzir os impactos na saúde do trabalhador. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com a Secretaria Especial de Comunicação Social realizar, através de campanhas publicitárias, a conscientização da população a respeito dos riscos da ingestão de produtos industrializados. Dessa forma, a problemática poderá ser, a médio e longo prazo, amenizada.

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