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Impactos do Agronegócio na saúde

 Convergência Necessária


 O uso de agrotóxicos é essencial para o abastecimento alimentar demandado pela população mundial. Isso é verificado no drástico aumento de produtividade que o empenho desses produtos, dentre outras técnicas, desencadeia nas safras agrícolas. Contudo, dados do Ministério da Saúde apontam para uma correlação preocupante entre o uso de agrotóxicos e a saúde da população. Assim, apesar do papel vital que essas substâncias desempenham na economia nacional, é necessário ponderar sobre o potencial que o uso delas apresenta em gerar complicações clínicas nos brasileiros. Logo, a fim de conciliar a integridade física da população com a alta produtividade do solo nacional, é necessário garantir o uso seguro dos defensivos agrícolas.


 Nesse interim, vale apontar como o advento dos agrotóxicos, junto a outras técnicas agrícolas, reverteu previsões catastróficas quanto ao potencial produtivo do solo. Por exemplo, Thomas Malthus, estudioso inglês, observara como a produtividade agrícola de seu tempo seria incapaz de suprir a demanda alimentar estipulada a partir do crescimento populacional. Convenientemente, a Revolução Verde, inciada a partir da segunda metade do século XX, contrariou as prospecções malthusianas ao estimular o desenvolvimento de práticas agrícolas variadas (dentre elas, o uso de agrotóxicos).


 Entretanto, na medida que o uso dos defensivos agrícolas se intensifica, seus malefícios à saúde tornam-se mais evidentes. Dentre eles, é possível citar as complicações cutâneas sofridas pelos trabalhadores decorrentes do manuseio desses produtos e a elevada concentração de substâncias cancerígenas contidas neles.


 Paralelamente, existe a probabilidade do desencadeamento de impactos ainda mais graves. No contexto geográfico, o uso itensivo do solo em conjunto com os agrotóxicos pode causar danos irreversíveis aos recursos naturais nacionais. Esse é o caso do Aquífero Guarani, que, por estar situado sob regiões com vasto uso de defensivos agrícolas, corre o risco de ter sua qualidade hídrica comprometida permanentemente.


 Dada essa conjuntura, torna-se imprescindível administrar o uso dessas substâncias. Como proposta, a EMBRAPA deve exigir um certificado quanto a seguridade dos agrotóxicos empenhados por parte dos agricultores. Nesse documento, podem conter, por exemplo, testes laboratoriais que assegurem a viabilidade saudável do uso dos produtos. Como efeito, seriam mantidas tanto a condição de saúde da população quanto a produtividade agrícola nacional.

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