ENTRAR NA PLATAFORMA
Impactos do Agronegócio na saúde

   "Eu acredito que podemos mudar o mundo através da alimentação". Assim, a frase proferida por Bela Gil, culinarista e apresentadora da televisão brasileira, indica a importante relação entre o sistema alimentar e o desenvolvimento da sociedade civil. No entanto, atualmente, quando se pensa na saúde dos cidadãos brasileiros, percebe-se os impactos negativos do uso dos agrotóxicos na produção de alimentos básicos. Nesse contexto, convém avaliar os fatores que colaboram para esse quadro de desajuste do agronegócio.


     Em primeiro lugar, vale ressaltar que, de início, o intuito principal da Revolução Verde era dizimar a fome e proporcionar segurança alimentar, principalmente, nos países subdesenvolvidos. Todavia, a modernização das práticas agrícolas teve como principais resultados: o surgimento de adubos químicos, sementes geneticamente modificadas e a criação de diversos agrotóxicos. Nessa perspectiva, apesar do Brasil ter se tornado o segundo maior fornecedor de produtos agropecuários, atrás apenas do Estados Unidos, de acordo com FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), sabe-se, porém, que o uso indiscriminado de defensivos agrícolas podem ser percusores do câncer e alguns transtornos comportamentais. Além disso, o SUS tem registrado um aumento no número de intoxicações alimentares em decorrência de tal prática. Dessa forma, é nítida a necessidade de conciliar desenvolvimento econômico e social.


    Sob esse ponto de vista, os dados divulgados pelo Ministério da Agricultura mostram que o agronegócio é responsável por 21,6% do PIB brasileiro, logo, é indiscutível a importância do setor para a economia nacional. Contudo, alimentos como o morango, o tomate e a abobrinha conhecidos pela a utilização excessiva de agentes fitossanitários, representam uma ameaça para o bem-estar físico da população. Diante desse fator, embora a saúde e alimentação sejam considerados um direito social desde a Constituição de 1988, verifica-se que tal prerrogativa não é respeitada de forma eficaz em virtude da contaminação de insumos básicos. Afinal, para o sociólogo Gilberto Freyre, "sem um fim social o saber será a maior das futilidades". Dessa maneira, é inútil investir em pesquisas que tenham como fim exclusivo apenas o aumento da produtividade e do lucro, pois, é preciso que haja uma preocupação com a comunidade.


      Fica evidente, portanto, a ausência da responsibilidade da cadeia produtiva da agricultura quanto à saúde da sociedade civil. Por conseguite, para evitar enfermidades em razão da infecção pelo excesso de insumos químicos, cabe a mídia funcionar como o agente de alerta dos cidadãos. Assim sendo, com o fim de denunciar a liberalização de novos agrotóxicos, podem ser feitos comericiais televisivos e anúncios online para provocar mobilizações em todo o corpo social. Outrossim, por meio de panfletros em locais de grande circulação, é preciso disponibilizar informações referentes aos efeitos nocivos de uma alimentação voltada, sobretudo, para alimentos que contenham aditivos industruiais. Ademais, é função da próprio indivíduo optar, sempre que possível, por alimentos orgânicos. Por fim, como efeito de uma política conscientizadora e educativa, será possível superar os riscos para saúde que envolvem o setor do agronegócio.


 


 


 


 


 

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde