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Impactos do Agronegócio na saúde

A história da agricultura teve dois grandes expoentes. Na pré-história, a Revolução Neolítica trouxe a domesticação de plantas e animais. Com isso, as sociedades mudaram do estilo de vida nômade para o sedentário fixo. Já na modernidade, a Revolução Verde inovou ao abandonar os conhecimentos tradicionais desenvolvidos por milhares de anos e como consequência a produtividade no campo aumentou. Será que essa inovação trouxe mais benefícios que malefícios para a sociedade ?


 



Atualmente, a busca por lucro dentro da lógica capitalista mudou a vida no campo que agora é marcada pelo agronegócio. Contudo, essa mudança está afetando negativamente a saúde da sociedade pois fomenta um aumento do número de enfermidades físicas e mentais.


 



Primeiramente, é preciso dizer que o agronegócio corrobora para o aumento da frequência de moléstias nos sujeitos. Visto que esse modelo de negócio é, majoritariamente, caracterizado pela presença de latifúndios monocultores exportadores (milho, cana, trigo e soja por exemplo), há um aumento nos preços de gêneros alimentícios disponíveis no país: lei da oferta e da procura que foi elucidada por Adam Smith. Logo, as pessoas passam a consumir mais alimentos industrializados e ultraprocessados (baixo valor nutricional e alto teor calórico), produzidos com a matéria-prima dessas grandes propriedades de terra. Assim, os indivíduos tendem a obesidade, consoante com os dados do Ministério da Saúde: o número de obesos aumentou 67,8% entre 2006 e 2018 no Brasil.


 



Também, o agronegócio causa, indiretamente, problemas psicológicos para as pessoas. Os latifúndios mecanizados no campo apresentam uma concorrência desleal contra as pequenas produções: eles têm mais investimentos e por isso sua produção é muito mais barata que a tradicional. Além disso, a expansão da fronteira agrícola no Cerrado e na Floresta Amazônica desapropria terras indígenas e familiares. Dessa forma, contingentes populacionais deslocam-se para as cidades (êxodo rural) em busca de melhores condições de vida. Todavia, deparam-se com uma situação precária no meio urbano: segregação socioespacial, falta de infraestrutura, inchaço urbano e desemprego. Destarte, ao encontrarem-se em meio a essas dificuldades, podem desenvolver transtornos mentais como depressão e ansiedade.


 



Portanto, fica evidente, a partir do que foi dito, que o agronegócio tem impactos negativos na saúde pública. Então, é necessário que sejam tomadas medidas para mitigar esse problema. Isso pode ser feito a partir da criação de uma pasta especial no Ministério da Agricultura, órgão que atua diretamente com os mecanismos do agronegócio, que estimule a agricultura familiar e orgânica por meio de subsídios fiscais. Dessa forma, a produção de alimentos será mais diversificada, as pequenas propriedades rurais irão se fortalecer frente aos efeitos nocivos do agronegócio e a história da agricultura terá um possível terceiro grande expoente.

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