ENTRAR NA PLATAFORMA
Impactos do Agronegócio na saúde

  O químico alemão Fritz Haber foi um dos grandes nomes do século XIX, e uma das suas maiores contribuições para a humanidade foi a síntese do amoníaco, essencial para fabricação de fertilizantes. Logo, a eficiência agrícola aumentou exponencialmente, mas ao longo do tempo outros produtos químicos passaram a ter o seu uso questionado na lavoura, especialmente os agrotóxicos. Portanto, as consequências dessa aplicação devem ser discutidas, seja pelo risco de contaminações e doenças, seja pela diminuição do consumo de produtos orgânicos. 


  Nessa perspectiva, o primeiro ponto a ser ressaltado é o risco de contaminações e doenças, já que o uso indiscriminado de tais produtos são prejudiciais aos seres humanos. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, para explicar o presente é necessário compreender o passado. Desse modo, é preciso ressaltar que o Brasil consolidou-se fortemente como um dos maiores produtores agrícolas desde o período colonial, restando uma herança histórica aos grandes produtores do agronegócio. Sendo assim, há uma necessidade de otimizar a produção para atender o vasto mercado consumidor, sem levar em consideração que a aplicação dos agrotóxicos favorece a manifestação de doenças e contaminações à população rural que vivem nas imediações dos grandes latifúndios. Por conseguinte, o produto final é a inércia do Estado em relação ao tema, além do crescente número de notificações relacionadas ao tema, como os mais de 12.000 casos de intoxicação registrados em 2018 pelo Ministério da Saúde. 


  Por outro lado, é passível de discussão a questão da diminuição do consumo de produtos orgânicos, pois estes geralmente são produzidos em pequena escala nos minifúndios, e consequentemente são incapazes de atender a demanda nacional. Todavia, algumas medidas governamentais inviabilizam esse consumo, porque o grande número de agrotóxicos validados pela pasta de Agricultura ( cerca de 450) causam uma boa aparência nos frutos e grãos produzidos nas grande propriedades monocultoras. Dessa maneira, a aparência aliada a boa publicidade leva a um público consumidor ainda maior, reduzindo a preferência pelos alimentos orgânicos. Evidencia-se tal confirmação, utilizando-se como exemplo as feiras livres e os supermercados, o que opõe a agricultura de subsistência e o agronegócio, sendo que o segundo exemplo faz parte da realidade da maioria da população. 


  Dado o exposto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Por isso, o Ministério da Agricultura deverá elaborar novas diretrizes que proíbam o uso de determinados agrotóxicos e ofereçam maior apoio para os produtores rurais, contando com o apoio de engenheiros agronômicos, técnicos agrícolas e colaboradores para a realização de palestras, Workshops e eventos rurais que estimulem a utilização de técnicas agrícolas apropriadas em detrimento do uso de agrotóxicos indiscriminadamente. Assim sendo, o objetivo é manter a eficiência na produtividade sem oferecer risco à saúde humana. Ademais, a população civil será responsável por se manifestar por meio de passeatas e das redes sociais a fim de pressionar o Governo por melhores políticas públicas de incentivo à agricultura de subsistência e produção de alimentos orgânicos, com o intuito de oferecer mais qualidade de vida e uma melhor saúde alimentar à toda a população. Enfim, o Brasil se tornaria uma grande referência mundial e atingiria o pleno desenvolvimento, buscando alternativas tão inovadoras como a do químico Fritz Haber. 

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde