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Impactos do Agronegócio na saúde

A Revolução Agrícola, ocorrida no período neolítico, permitiu à civilização humana sedentarizar-se, visto que foi possível plantar uma elevada diversidade de vegetais, como frutas e cereais, indispensáveis à sua manutenção o que, mais tarde, resultou no estabelecimento das primeiras cidades. Na contemporaneidade, a agricultura continua de vital importância, todavia se tornou um meio para a obtenção de lucro nas mãos do agronegócio que, ao visar um modelo de produção em massa, utiliza indiscriminadamente agrotóxicos, sendo esses venenos para o controle de pragas em lavouras. Neste contexto, tal uso abusivo impacta de forma a causar dano não só o sistema financeiro, mas também a saúde da população.


Primeiramente, o uso desmedido de veneno tem causado entraves nas relações internacionais brasileiras. Isto porque, de acordo com o Ministério da Agricultura, em 2019, mais de 200 substâncias agrotóxicas foram liberadas para uso, dentre eles o Glifosfato que, de acordo com a OMS, é um potencial agente cancerígeno. Com isso, países ,como a Alemanha, criaram programas para combater o uso de tais substâncias, assim como intensificar a análise dos alimentos importados com o objetivo de reduzir a presença desses em seus países, o que pode enfraquecer as relações comerciais brasileiras, haja vista que o Brasil é um importante exportador de produtos agrícolas. Portanto, tal inconsequente ato por parte do Executivo pode implicar em  despêndio financeiro a todo o país.


Em segundo lugar, os agrotóxicos estão associados ao aumento do números de doenças. Pois, ao atingirem corpos de água-como rios e lagos- o veneno é incorporado por plantas e por pequenos animais, de forma que, devido às complexas relações ecológicas entre os seres vivos, o veneno se propaga pelas cadeias alimentares até alcançar o ser humano e sua máxima concentração- processo chamado pela ecologia de magnificação trófica. Outra forma de contaminação consiste no consumo da água encanada, pois no estado de São Paulo, por exemplo, de acordo com o Ministério da Saúde, foram encontradas 27 substâncias agrotóxicas, algumas delas associadas ao surgimento de câncer. Tal panorama resulta em maior número de doentes que procuram pelo SUS, certas vezes, com problemas ligados a envenenamento e intoxicação, e geram despêndios não somente econômicos, mas também insegurança a toda população.


Fica claro, portanto, que o uso indiscriminado de defensivos agrícolas corrobora para prejuízos financeiros e para insegurança da população. Dito isso, o Poder Executivo, na figura do Ministério da Agricultura, deve fornecer auxílios financeiros, como isenções fiscais e valores de incentivo, assim como a desburocratização e barateamento do acesso à terra sem função social, com o objetivo de propiciar o crescimento das plantações familiares, isto porque tais estruturas comumente abastecem o mercado interno com o excedente de sua produção e não utilizam agrotóxicos para esse fim, o pode propiciar uma maior presença de produtos orgânicos no cotidiado do brasileiro. Com isso, a médio e longo prazo, será possível que a agricultura retome seu papel como protagonista no progresso da sociedade.

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