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Impactos do Agronegócio na saúde

Newton tinha razão


Após a reforma protestante e a tomada das terras da igreja, iniciou-se um processo global de Industrialização, a Revolução Industrial. No entanto, essa transformação não ocorreu somente nas esferas urbanas, expandindo-se também para o meio rural e culminando para a Revolução Verde - invenção e disseminação de novas práticas agrícolas que permitiram um vasto aumento na produção agrícola. Atualmente, é fato de que essa modificação afetou diretamente a saúde da população: gradativamente, a postura indolente da sociedade quanto à alimentação e o meio ambiente agravam os impactos do agronegócio no bem-estar da população.


Em primeiro plano, é importante destacar que, o modelo agrícola utilizado pela maioria dos países - intensivo e exportador - caracterizado por latifúndios destinados a um único tipo de plantio manifesta um desinteresse à saúde populacional. Esse sistema seleciona os melhores e mais qualificados produtos e destina-os para fora do país, permanecendo em território nacional somente as mercadorias inferiores. Esse cenário relaciona-se com conceito de modernidade líquida, formulado por Zygmunt Bauman, à medida que a queda das atitudes éticas é influenciada pela fluidez dos valores, a fim de atender aos interesses pessoais. Dessa forma, os interesses capitalistas interferem na saúde dos consumidores via alimentação.


Analogamente, outro fator que influência na saúde humana é o meio ambiente, logo, práticas que o afetam, trazem consequências ao nosso organismo.  No ambiente agrícola, presencia-se um forte poder de influência com o uso de agrotóxicos e defensivos agrícolas no bem-estar populacional: ao contaminar produtos e recursos hídricos, esses pesticidas são absorvidos pela pele, pulmão e pelo sistema gastrointestinal tanto dos agricultores quanto dos consumidores, ocasionando doenças. De acordo com registo do Sinitox, somente na primeira década do século XXI foram notificadas mais de 60 mil intoxicações por agrotóxicos no Brasil. Portanto, evidencia-se que grande parte dos trabalhadores rurais não se protege como deveria e acaba exposta a riscos desnecessários.


Dessarte, como afirma o físico Isaac Newton, é necessária uma força externa para que a atual condição agrícola saia do lugar. Assim sendo, o Ministério da Educação juntamente aos sindicatos rurais municipais devem instruir os trabalhadores agrários quanto ao uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPI) e de agrotóxicos mais sustentáveis, por meio da oferta de cursos gratuitos com agrônomos especializados, com o intuito de diminuir a passividade e a inabilidade desses agricultores. Feito isso, as atitudes éticas serão ‘’pulverizadas’’ no agronegócio e atenderão não somente os interesses de uma elite agrária, mas sim, de toda sociedade consumidora.

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