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Imediatismo da sociedade moderna e a dificuldade em lidar com as frustrações

       O trama Capitão América, o primeiro vingador, conta a história de Steve Rogers, um jovem americano, que por sua fragilidade física é recusado no exército 14 vezes em plena Segunda Guerra Mundial, antes de finalmente ser aceito. Isto posto, mesmo sendo um personagem fictício, a história ganhou destaque por ser um símbolo de resiliência, determinação e inspiração para a sociedade. Contudo, nas últimas décadas, devido sobretudo, ao bombardeamento de informações e a falta de um alicerce psicológico social, o sentimento de determinação do Capitão América, tem cedido lugar a um sentimento de frustração e imediatismo que vem corroendo a saúde mental dos brasileiros. Nesse sentido, alternativas para a resolução dessa problemática devem ser sugeridos pelo Estado e Sociedade.


     Em primeiro plano, o filme americano Capitão América, traz consigo valores importantes para uma convivência pacifica individual e social. No entanto, ele se passa em uma época, onde a internet, e sobretudo, as redes sócias, não eram um realidade. Por conseguinte, nesse contexto, a sociedade se moldou na era moderna, na realidade virtual, onde o bombardeamento de informações e notícias acontecem de forma ininterrupta,  aproximando o indivíduo saudável a uma realidade não palpável a curto prazo, tornando o imediatismo e a frustração, consequências diretas desse fenômeno, que de acordo com a Revista Science,  já atinge 60% dos brasileiros e ratifica esse cenário.


     Ademais, tendo como base o filósofo e político brasileiro, Marquês de Maricá, no qual ele diz que  “ homens e o estado são como as pedras numa abóbada, resistem e ajudam-se simultaneamente”. Ou seja, a base de uma sociedade sólida é a solidariedade entre os cidadãos e o estado. Todavia, trazendo para realidade brasileira, a falta de um alicerce psicológico social, que deveria ser prestado pelo Estado, torna a “abóboda do Brasil” como diz o Marquês de Maricá, suscetível a frustração e ao  imediatismo, que adoecem a sociedade, e torna casos de ansiedade, depressão e suicídio as doenças mais crescentes do século XXI. Portanto, diante da tese supracitada, os agentes responsáveis pela mudança desse paradigma devem ser o Estado e o próprio corpo social.


    Em suma, o filme do Capitão América, mesmo se passando em outra época, mostra a importância da resiliência e da determinação em contraponto ao imediatismo e frustração. Por trás dessas lógicas, torna-se fulcral que o Governo Federal por meio do  Ministério da Educação e Secretária da Cidadania, invistam em mecanismo de contenção dessa problemática na sociedade brasileira. Tais mecanismos devem contemplar  a obrigatoriedade de indivíduos na fase escolar visitarem pelo 1 vez ao mês psicólogos fornecidos pelo Estado, campanhas de conscientização em veículos de mídia, como TVs e as próprias redes, orientando sobre o uso saudável da internet e subsídios fiscais para empresas que fornecerem tratamento psicológico para seus colaboradores. Tudo isso com objetivo de atenuar os efeitos do imediatismo e frustração na sociedade brasileira. Visto que é dever constitucional do Estado zelar pelo bem-estar do cidadão.


 

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