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Imediatismo da sociedade moderna e a dificuldade em lidar com as frustrações

         Para o filósofo espanhol Sêneca, os fracassos são inevitáveis durante a vida, e estar preparado para enfrentá-los é a melhor forma de combatê-los. Nesse sentido, percebe-se que o legado do pensador é inativo no corpo civil contemporâneo, visto que as decepções implicam negativamente no bem-estar mental dos cidadãos, principalmente pelo reduzido debate do assunto nas esferas sociais, além de estimular problemas psicológicos. Com isso, é mister buscar alternativas para mitigar o imediatismo da sociedade moderna e a dificuldade em lidar com as frustrações, a fim de garantir a saúde dos indivíduos.


           De início, destaca-se que a falta de discussões sobre o processo na busca por um objetivo é um dos pilares de sustentação do impasse. Essa situação é evidente, por exemplo, na realidade de muitos vestibulandos inseridos no sistema educacional brasileiro que, na maioria dos casos, negligenciam o psicológico dos estudantes, priorizando somente a concretização das disciplinas escolares. Nesse cenário, a pressão social e a autocobrança por resultados positivos, corroboram no desejo pela aprovação instantânea, que caso frustrada, pode desencadear sentimentos depressivos. Nessa conjuntura, o educador Anísio Teixeira alega que as instituições de ensino devem preparar os alunos não apenas para o mercado laboral, mas também apoiá-los nas dificuldades pessoais.


          Por conseguinte, é oportuno mencionar que a instantaneidade em consolidar metas pode condicionar a sensação de incapacidade. Nessa perspectiva, o imediatismo é um fator determinante na desistência das pessoas na busca pela realização de seus objetivos. Sob essa realidade, é lícito mencionar a canção "Tempo Perdido" da banda Legião Urbana, que louva a passagem do tempo e os acontecimentos da vida. Nesse sentido, é importante criar alternativas para internalizar no cidadão o papel do processo de decepções no aperfeiçoamento pessoal que promovem a concretização de seus sonhos.


             Depreende-se, portanto, que o Ministério da Educação, responsável pela política de ensino nacional, deve assegurar o apoio psicológico aos estudantes. Isso pode ser feito por meio da alteração da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para inserir palestras mensais com psicólogos que priorizem a discussão dos efeitos do imediatismo na vida individual, além de promover habilidades mentais para superar a dor das frustrações sociais para que a saúde mental dos estudantes seja garantida. Ademais, é importante que as mídias sociais, meio de disseminação de informações, acessibilize o serviço psicológico à grande massa populacional, por meio da criação de programas de grande impacto apresentados por profissionais de saúde mental, além da disponibilização de email para o contato com o telespectador, para que o imediatismo torne-se um problema social ultrapassado.

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