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Humanos e animais

No século XXI, os meios de comunicação e a tecnologia não são os únicos companheiros dos seres humanos com notoriedade. O grande -- e crescente -- número de pessoas com animais de estimação ganha cada vez mais espaço no cotidiano da população. Diante disso, surge o questionamento: até onde essa relação entre ser humano e animal de estimação é saudável? E em que situações ela ultrapassa os limites?
Para responder essas perguntas é necessário pensar em que lugares convém que esses animais sejam levados. Exemplos de ambientes nos quais essa presença trouxe benefícios, são as novas empresas chamadas ''dog friendly'', nas quais pelo fato da entrada de animais, junto de seus donos, ser permitida, o local se torna menos propício ao estresse e mais produtivo, além de diminuir a incidência de depressão tanto nos animais, quanto nos humanos. Numa praia, por outro lado, essa presença, mesmo sendo agradável para muitos, traz um grande risco de contaminação tanto do animal, quanto -- e principalmente -- do ser humano. Doenças como bicho-geográfico, ou até a toxoplasmose tem grande ameaça nesse contexto.
Ademais, deve-se lembrar que o animal, mesmo muitas vezes fazendo parte da família, não possui as mesmas características de um ser humano. Casos como a criação de uma ''cerveja canina'' , tema explorado inclusive pela Universidade de Campinas, não são coniventes com essa ideia, caracterizando uma ultrapassagem dos limites de uma relação saudável para ambos os lados. E, conquanto a adoção de animais seja muito vantajosa tanto para eles, quanto para os humanos, é preciso lembrar que ela também traz exigências e cuidados que todo ser necessita. Fato esse, que não compreendido por muitos acarreta no comum abandono desses animais nas ruas.
Conclui-se, portanto, que a sociedade como um todo muitas vezes passa dos limites para que essa relação seja saudável. Por isso, convém que sejam estabelecidos lugares nos quais a entrada de animais é proibida ou não, e, caso assim for feito, é necessária uma fiscalização mais constante. Além disso, uma regulamentação dos produtos que são vendidos para o uso dos animais, como remédios e outras substâncias que devem ser ingeridas, assim como a comprovação de sua eficácia condizem para torná-los mais seguros. E, por fim, campanhas na mídia para difundir a ideia de que existe um limite nessa relação são de total relevância.



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