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Humanos e animais

Levar cães à praia, mesmo contrariando leis, dar a eles remédios para obesidade, deixar heranças para gatos ? esses são exemplos da relação exagerado, até mesmo doentia, que muitos donos estabelecem com seus animais de estimação. Para algumas pessoas solitárias, eles deixam de ser mera fonte de diversão em horas vagas e tomam posições que deveriam ser ocupadas por pessoas.
Até certo ponto, essa substituição é útil, como quando os animais ajudam os caçadores, são a presa ou são criados para consumo. Na sociedade atual, não mais selvagem e agora mais complexa, - ou orgânica, como diria Durkheim, - o morador urbano tem outras necessidades: os bichos se tornaram seu passatempo. Quando, porém, a modernidade cria um cenário de individualismo e isolamento e a solidão se faz presente, é preciso sentir a presença de alguém para suportar a própria vida ? nesse contexto, os animais se mostram, mais uma vez, úteis ao homem.
Essa utilidade, no entanto, é ilusória. Estão enganados os pais que pensam cumprir seu dever ao deixar seus filhos com hamsters, aves, cães e gatos. Da mesma forma, não é possível relacionar-se com um animal, pois não se pode trocar um abraço por uma lambida. O homem é o único animal que trai sua própria espécie ao investir tempo, sentimentos e dinheiro em bichos enquanto há pessoas em situação de carência e miséria.
É preciso, portanto, que as pessoas sejam mais solidárias e deem atenção umas às outras, visitando familiares e passando tempo com amigos, de forma que se aproximem, estabelecendo laços mais fortes. Não obstante, o governo federal, em parceria com ?pet shops?, deve desestimular a criação de animais em meios urbanos por meio do aumento de preços de produtos e serviços para os ?amigos de estimação?.
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