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Homossexualidade e preconceito no Brasil

O matemático Britânico Alan Turing, após decifrar os códigos nazistas na 2ª Guerra Mundial, foi submetido à castração química por manter relações homoafetivas, tendo em vista que naquela época tais relações eram consideradas crimes. No entanto, no limiar do século XXI, é perceptível que os casos de homofobia no Brasil vem aumentando, haja vista que muitos dos agressores são da própria família e além disso, os homicídios contra a comunidade LGBT(Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis) não são investigados.
Segundo o GGB(Grupo Gay da Bahia), 62% dos suspeitos de agressão são conhecidos da vítima: pais, mães, irmãos e vizinhos são os principais da lista. Isso deve-se pela dificuldade de aceitação por parte da família ter um filho ou irmão homossexual e acreditam que a agressão pode mudar a orientação sexual, contudo, muitas dessas vítimas fogem de casa, entram em depressão e reprimem seus desejos para não sofrerem nenhum tipo de violência. O adolescente Itaberli Lozano, por exemplo, foi morto pela mãe e padrasto que não aceitavam ter um filho gay. Com isso, casos como o de Itaberli são comuns pela carência de informação por parte da população.
Ademais, os casos de homicídios contra os LGBT's são alarmantes, aliado à insuficiência de leis que não consideram a homofobia como crime. De acordo com o site G1, a cada 28 horas um homossexual morre de forma violenta no país. Isso evidência pela falta de investigação da Polícia Civil, que considera crimes de característica homofóbica pouco importante, em consonância com a privação de leis por parte da Legislação, onde casos de intolerância sexual, por exemplo, não é considerado infração. Para o sociólogo Jean Paul Sartre, a violência seja qual for a forma que ela se manifesta, sempre será uma derrota, uma vez que não importa qual a forma da agressão, a vítima sempre sairá hostilizada.
Portanto, medidas são necessárias para resolver este impasse. A Mídia deve criar breves documentários que relatam as injúrias e agressões que essas pessoas sofrem diariamente, a ser postas em horários nobres de televisão e em redes sociais, com intenção de conscientizar as famílias e a população em geral por meio da tecnologia. Ainda mais, a Legislação Brasileira em parceria com a Polícia Civil deve criar leis que oficialize a homofobia como crime nacional, como também investigar os casos de violência e mortes contra homoafetivos, por meio de ouvidorias anônimas para melhorar o andamento das investigações, como meta a diminuição das ocorrências de atrocidades ao tecido social.
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