O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Homossexualidade e preconceito no Brasil

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da ?modernidade líquida? vivida no século XX. No entanto, a violência homofóbica reflete essa realidade no tecido social brasileiro. O Brasil possui poucas medidas efetivas em relação ao assunto. Nesse sentindo, deve-se analisar como o Governo inobservante e a ineficácia constitucional garantem a perpetuidade do problema em questão.
Em primeira instância , é importante salientar que, a tese Marxista disserta acerca da inescrupulosa atuação do Estado, que assiste apenas interesses da classe dominante. Dessa forma, alienados pelo capitalismo selvagem e pelos subvertidos valores líquidos da atualidade, os governantes negligenciam a necessidade fecunda de mudança dessa distópica realidade envolta da violência homofóbica no Brasil. Lamentavelmente, até o momento, não há manifestação governamental efetiva. Assim, as nefastas políticas públicas que visem a coibir o preconceito e a discriminação contra a população (LGBT) , por exemplo, fomentam a permanência dessas incoerentes práticas no pais.
Em segunda instância, é fundamental pontuar que, a Constituição brasileira e a sua atuação estejam entre as causas desse mal. Conforme defendeu Aristóteles, em que a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Logo, é possível perceber que, no Brasil, não há lei ou artigo eficaz que venha intervir na agressão aos indivíduos (LGBT). Infelizmente, nenhum projeto de lei que criminalize o preconceito e hostilidade por causa da orientação sexual ou identidade de gênero conseguiu ser aprovado nas duas casas do Congresso Nacional. Segundo dados do (SDH), houve um aumento de 166,09% de denúncias em relação a 2016, envolvendo 1713 vítimas e 2275 suspeitos, provenientes da ineficácia da legislação. Porém, embora caótica, essa situação é mutável.
Torna-se evidente, portanto, que a violência homofóbica no Brasil é grave e deve ser combatida. Em razão disso, a sociedade civil organizada deve exigir do Estado, por meio de protestos, a observância da violência, discriminação e o preconceito. Ademais, o Ministério da Justiça aliado a Organização Brasileira dos Advogados, devem aprovar leis e delegacias especializadas que visem à criminalização da homofobia. A escola, instituição formadora de valores, deve promover uma educação voltada ao respeito, valorização da diversidade e, sobretudo, combater a violência dentro do ambiente escolar. Cabem ainda, as ONGS, atuar na coleta de denúncias, encaminhando mais rapidamente aos órgãos competentes. Talvez assim, esse mal será combatido.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!