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Homossexualidade e preconceito no Brasil

O Brasil hodierno vive o paradoxo de possuir uma democracia consolidada, apresenta uma das dez maiores economias do mundo, mas ainda é possível observar o preconceito com indivíduos homossexuais no país. Nesse contexto, a criação do Plano Nacional da LGBT, foi de fundamental importância para a valorização e cidadania da comunidade homossexual. Porém, novas medidas são necessárias para reduzir de forma mais drástica essa realidade.
A cada 26 horas, um homossexual é morto no Brasil. Nesse cenário, é notável a presença do conservadorismo e costumes patriarcais que datam desde o período colonial, o qual causa intolerâncias e discursos de ódio advindos de grupos machistas e religiosos contra o homossexualismo e transexualismo. Além disso, a ausência de uma lei que especifique o crime da homofobia, ocasiona o desconhecimento de queixas registradas nos institutos de segurança no âmbito social. Como consequência disso, observa-se o alto índice de violências físicas e psicológicas, como as ameaças, casos de depressões e as mortes. Ademais, a falta de tratamento igualitário provoca constrangimentos em consonância com a escassez de oportunidades de empregos e inclusão social dos oprimidos.
Apesar de existir a Lei dos Direitos Humanos, que visa a valorização de todos os cidadãos independente da raça, sexo ou qualquer outra condição, muito ainda precisa ser melhorado. Nesse viés, é preciso que as escolas adotem o modelo de processo pedagógico proposto pelo pedagogo Paulo Freire, de uma educação politizadora, oferecendo aulas sobre educação sexual e palestras com especialistas de saúde e indivíduos autodeclarados homossexuais, para que forme indivíduos conscientes sobre a valorização e reconhecimento dos homossexuais. Atrelado a isso, é necessário que o Estado em conjunto com os órgãos judiciários, invistam em mais canais de denúncias-não só por telefone, mas também por blogs e e-mails, para que possa servir como segurança e justiça em prol da comunidade LGBT.
Portanto, é preciso aproveitar a euforia democrática criada com os debates políticos e as manifestações de rua, para dialogar com os novos atores políticos essas e outras medidas em prol da tolerância e redução do preconceito com indivíduos homossexuais e transexuais. Dessa forma, o Brasil irá se alinhar aos ideais de fraternidade, liberdade e igualdade tão difundidos pelos Iluministas.
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