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HIV na terceira idade

 


Conforme dados do Organização Mundial de Saúde, a duração da vida sexual ativa das pessoas tem aumentado substancialmente em decorrência do avanço da medicina e do advento dos estimulantes sexuais, popularmente conhecidos como “viagras”. Contudo, devido a esse cenário, muitas infecções sexualmente transmissíveis, tais como o HIV, têm aumentado sua taxa de transmissão de maneira significativa, sobretudo na faixa etária das pessoas idosas, ou seja, com mais de 65 anos. Nesse contexto, é notória a responsabilidade do Estado e da Mídia na manutenção desse quadro inquietante.


Em primeiro plano, é necessário destacar que, devido às ações ineficientes do Ministério da Saúde, as campanhas midiáticas de conscientização acerca das infecções sexualmente transmissíveis têm decaído fortemente nos últimos anos. Por conta disso, muitos idosos não adquirem conhecimento da necessidade do uso de preservativos, ficando, por isso, sujeitos à contaminação e transmissão secundária destas doenças. Sob esse viés, constata-se, portanto, que as estratégias deficitárias dos órgãos de saúde contribuem fortemente para a permanência desse panorama.


Além disso, nos últimos anos, a veiculação de propagandas voltadas à comercialização de estimulantes sexuais tornaram-se abusivas, divulgando apenas os “magníficos” efeitos positivos dos medicamentos, omitindo, dessa forma, a necessidade do uso do preservativo nas relações sexuais. Diante disso, delineia-se o cenário preocupante que se vivencia hodiernamente: uma progressão no número de infectados de aproximadamente 15% ao ano. Interpretando-se a Escola de Frankfurt, vislumbra-se, pois, a responsabilidade da Indústria Cultural, uma vez que, das mídias, emana apenas uma preocupação primordial: o lucro advindo dos produtos comercializados.


Diante do exposto, torna-se imperioso a elaboração de estratégias para reduzir o contágio de HIV pela melhor idade. Para tanto, cabe ao Estado, por meio de liberação de verbas para o Ministério da Saúde, criar propagandas que possam ser veiculadas em horários estratégicos na tv aberta e em programas de rádio, com o objetivo de conscientizar a população idosa sobre a importância de utilização do preservativo e reduzir o alarmante índice de contágios. Ademais, cabe a este mesmo órgão, mediante contratação de psicólogos, criar uma comissão especializada para atender, de forma exclusiva, esta população, a fim de sanar as eventuais dúvidas que estes possam apresentar. Apenas assim, será possível reverter esse cenário e criar uma sociedade mais saudável e com mais qualidade de vida para este grupo etário, que tanto ajudou na construção do Brasil.


 

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