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HIV na terceira idade

O cantor Renato Russo, mundialmente conhecido através da banda Legião Urbana, no auge de sua carreira, descobriu que tinha AIDS/HIV e infelizmente morreu em decorrência dos males que o vírus trouxe. Com a amplitude de sua morte entre os jovens brasileiros, a doença tornou-se mais reconhecida e inúmeras pessoas descobriram que, também, tinham esta DST (doença sexualmente transmissível). Desse modo, os adultos da década de 80-90, hoje idosos, ao terem acesso médico, a descobrem tardiamente - colaborando, assim, com o aumento do número de casos nessa faixa etária. Porém, existem muitos entraves desde o processo de descoberta do vírus até o tratamento e discussão da doença entre familiares- principalmente, pelo fato da mesma ser ainda vista como um tabu pela sociedade.


Em primeiro plano, ressalta-se que mesmo com os avanços no tratamento da AIDS, o vírus ainda é perigoso e mata através das doenças oportunistas. Sendo assim, sabe-se que com o avançar da idade problemas de saúde são rotineiros e mais fáceis de deteriorar o vigor dos idosos. Portanto, quando o mesmo realiza o tratamento do HIV tardiamente é de se esperar que a doença esteja avançada e o tratamento seja mais agressivo, complexo e voraz ao corpo. Assim, retirando a virilidade e forças para continuar com a medicação. Isto, alarme-se, de forma significativa, após a pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, no qual alega que em 10 anos a AIDS cresceu cerca de 103% entre a terceira idade, com destaque entre as mulheres acima de 60 anos.


Ademais, é importante destacar que a vida sexual dos idosos, geralmente, é desacreditada e desencorajada pela sociedade. Logo, pouco se debate com este público a respeito dos métodos contraceptivos, DSTs, viagara, entre outros. Consequentemente, com esta ausência de políticas públicas, os idosos tornam-se mais vulneráveis e suscetíveis a doença. Além disso, segundo o site Correio Braziliense, entre a terceira idade, existe a cultura de não utilizar preservativos e não falar sobre sexo - o que corrobora com a exposição não somente ao vírus HIV, como, também, a outras doenças sexualmente transmissíveis. Desse modo, vê-se a existência de um tabu inserido na sociedade historicamente o que suscita mudanças nesta esfera.


Diante do exposto, é fato que a AIDS entre a terceira idade é alarmante. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde destinar as campanhas de prevenção ao público idoso, através de informações em jornais, panfletos e mídia televisiva, de forma que a conscientização do uso de preservativos e da existência de doenças sexualmente transmissíveis possa vir de forma coesa e transparente. Além da mídia em geral, realizar a divulgação dos dados quantitativos dos que possuem AIDS no Brasil, incentivando, assim, a busca de testes e realização do tratamento com o apoio dos familiares, para que o processo seja mais confortável ao doente. Assim, espera-se que o índice de idosos com HIV reduza e a busca por realização de testes preventivos aumente.

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