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Gravidez na adolescência

Sexo, Drogas e Rock'n roll. O movimento dos anos 60 trouxe grandes mudanças socioculturais, principalmente no âmbito da sexualidade. Apesar de a gravidez precoce ter diminuído nos últimos anos, os números ainda são alarmantes para um país como o Brasil. No entanto, a inconsequência dos jovens não é a única justificativa para esse contexto, é preciso pensar também na falta de diálogo e educação sexual.

É importante destacar que existe um conflito entre a ética do adolescente e a moral da sociedade. O adolescente é, no geral, hedonista, valoriza extremamente o prazer físico ou mental imediado e muitas vezes inconsequente, principal motivo para o uso de drogas e prática de sexo sem proteção. Enquanto isso a sociedade espera que busque um prazer construtivo, que seja de fato positivo para a vida dele. Essa expectativa social acaba fazendo com que alguns assuntos virem tabu e o sexo na adolescência é um deles.

Uma vez que sexo é um tabu, ou seja, a moral social limita essa prática com o objetivo de preservar os bons costumes, torna o assunto polêmico e evitado por muitos. Nesse sentido, são poucas as famílias que conversam abertamente com os adolescestes sobre sexo, fazendo com busquem informações uns com os outros ou na internet, que nem sempre estão corretas. As orientações rasas ou errôneas trazem como consequências a gravidez indesejada ou DSTs. Quebrar um tabu gera, muitas vezes, culpa e vergonha e quem o quebra pode acabar julgado e excluído socialmente. Tal fato faz com que muitas jovens que engravidam não recebam apoio e orientação, aumentando assim a chance de cometerem os mesmos erros e elevando os índices de gestações nessa faixa etária.

Segundo essa perspectiva, apesar das atitudes inconsequentes dos adolescentes, a principal causa da gravidez na adolescência é a falta de diálogo e acesso à orientação sexual. Para reverter esse quadro o governo deve investir em campanhas de prevenção, em parceria com os meios de comunicação de massa, através de palestras e aulas com especialistas, folhetos e reportagens sobre métodos contraceptivos, visando alcançar tanto o adolescente quanto a família. A escola deve reformular o currículo, incluindo a educação sexual, suprindo parte da carência da orientação familiar. Ademais, ONGs podem oferecer auxílio psicológico e material para os jovens pais, visando que conscientizem-se para previnir outras gravidezes indesejadas.
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