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Gravidez na adolescência

A gravidez na adolescência pode ser vista como um problema que vai muito além de uma questão de saúde pública no Brasil. É notável que a gestação durante o período de puberdade e amadurecimento dos jovens causa diversas consequências que implicam direta ou indiretamente na situação social que os mesmos estão e serão inseridos. Uma vez que, a maternidade prematura, propicia abandono do ambiente escolar, dependência econômica e vulnerabilidade à estigmas sociais. Sendo assim, é fundamental que esta demanda seja discutida e resolvida de forma a aplacar os dados crescentes de gravidezes antes da idade adulta.
Além disso, é importante salientar que a adolescência é uma fase de transição, marcada por diversas mudanças físicas e mentais nos indivíduos. Por isso, a gravidez durante esse período pode acarretar uma serie de complicações tanto para a gestante, quanto para o feto, como por exemplo baixo peso ao nascimento do bebê, parto prematuro, e até mesmo mortalidade materno infantil. E também, há maior a probabilidade de haver depressão pós parto ou rejeição da criança que pode gerar em maus tratos ou abandono. Desse modo, é vital que em casos de gestação juvenil, haja acompanhamentos adequados de agentes comunitários, enfermeiros, psicólogos ou assistente sociais.
Outrossim, a gravidez antes dos dezoito anos pode indicar problemas socioculturais tais como coito precoce e inconsequente, violência sexual ou dificuldade no diálogo familiar, que infelizmente onera ainda mais as mulheres. Logo, tais problemáticas devem ser estudadas e analisadas com o fim de resolver os empasses que todos os anos retiram milhares de jovens da escola, excluindo-as do mercado de trabalho, formando assim, uma massa de indivíduos que seriam altamente produtivos, porem encontram-se inativos. E poupar dezenas de milhares de garotas da sobrecarga social e do esteriótipo machista da maternidade na adolescência, que aprendem antecipadamente o duro significado da frase de Simone de Beauvoir "ninguém nasce mulher, torna-se mulher".
Portanto, torna-se evidente que o Estado tem o dever de aperfeiçoar os serviços que estão em contato com as comunidades atingidas por essas situações. A escola deve manter espaços onde dúvidas sejam elucidadas, palestras sobre sexualidade, gênero e métodos contraceptivos devem ser ministradas e os alunos devem ter contato com algum profissional que se disponha a esclarecer, acompanhar e debater essa temática. Os serviços de saúde também devem estar atentos a esta demanda, oferecendo meios anticoncepcionais de forma holística e individualizada e cartilhas explicativas devem ser distribuídas. E por fim, a mídia, que possui um forte poder influenciador de opinião, tem e papel de conscientizar os jovens sobre sexo seguro.
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