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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

  Na série "Os Simpons", é narrada a vida de Homer, homem gordo que sofre bullying e é chamado de rolha de poço. Na obra, a personagem desenvolve depressão e anorexia, pois queria, a todo custo, emagrecer. Semelhantemente à ficção, a questão da gordofobia e do culto ao corpo padrão é danosa ao país, visto que a população tem sua integridade física e mental comprometida. Esse cenário nefasto deriva das poucas propagandas afirmativas e da regionalização da presença médica . 


 Em primeiro plano, é do saber público que as empresas não investem em propagandas inclusivas. De acordo com o Ministério da Cidadania(MC), apenas 8% das propagandas brasileiras têm como personagem principal obesos, ou seja, a maior parte das publicidades está voltada a um público tido como normal pelo fato de ter o peso ideal. Desse modo, parte da população população, na figura dos adiposos, tem seu senso de cidadania rebaixado, o que a leva a pensar que a sociedade não a aceita ou a quer por perto e acaba gerando casos clínicos prejudiciais, como a depressão; algo grave que deveria ser inexistente em um país de Constituição vigente, como o Brasil, pois a sociedade é induzida a adotar um estilo de vida e o direito de liberdade de escolha é desconsiderado. 


 Em suma a essa problemática, está a concentração dos nutricionistas nas grandes cidades. Segundo a Organização Mundial de Saúde, pessoas que estão, devido à influência de terceiros, tentando perder peso, tendem a adotar cardápios pouco nutritivos que geram mal funcionamento do organismo, pois, em sua maioria, por morarem no interior, não têm acesso a consultas médicas. Dessa maneira, fica evidente que a universalização do Sistema Único de Saúde não é efetivada em todo o território nacional. Com isso, as injunções da Carta Magna não são cumpridas e a igualdade de tratamento é limitada às grandes cidades. 


 Por isso, de modo a acabar com a gordofobia e com o culto ao corpo padrão, o MC, por meio de parcerias com as empresas, deve aumentar o número de comerciais com a participação central de obesos, e o Ministério da Saúde, por intermédio do Congresso Nacional, deve destinar mais verba ao SUS, para que esse possa homogeneizar a concentração médica no país. Feito isso, o Brasil tornar-se-ia um país onde o preconceito seria eliminado e casos como o de Homer não seriam uma realidade.

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