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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

A influenciadora digital Alexandra Gurgel ficou famosa ao propagar palavras sobre a aceitação de todos os corpos e apontar a marginalização das pessoas que não possuem o físico considerado ideal sofrem. Infelizmente seu discurso é extremamente necessário, uma vez que está enraizado na sociedade crenças gordofóbicas e o culto a um corpo padrão. Assim, pode-se afirmar que o controle midiático e os interesses capitalistas são as principais causas da questão.


Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém da má influência da mídia sobre a sociedade. Segundo a poeta Rupi Kaur, "a representatividade é vital", pois se ver como semelhante daqueles que são considerados belos ajuda a criar imagens positivas sobre si mesmo. Sob esse viés, é possível depreender que o padrão de beleza imposto pelas mídias sociais reforça ideais gordofóbicos e causa consequências devastadores para a saúde psicológica e física, especialmente do público feminino, pois a falta de semelhança entre seus corpos e o que é veiculado cria uma pressão estética que as fazem se sentir excluídas, indesejadas e feias, o que pode acarretar em problemas como baixa autoestima, depressão e transtornos alimentares


Em segundo plano, cabe destacar que o interesses econômicos contribuem pra a situação. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é o país que mais realiza procedimentos estéticos no mundo, tal pesquisa comprova que o capitalismo explora as inseguranças dos consumidores, a fim de alcançar o máximo de lucro, vendendo a eles soluções para que possam se encaixar no que é considerado o corpo perfeito. Desse modo, entende-se que para a indústria de consumo é importante manter as inseguranças estéticas do público, para que cirurgias plásticas, dietas, remédios e outros produtos continuem sendo adquiridos, movimentando o mercado.


Portanto, fica evidente a importância de desassociar a imagem do corpo gordo como sinônimo de feio. Nesse âmbito, cabe aos canais midiáticos, em sua função de formador de opinião, quebrar os padrões de beleza da sociedade, por meio da representação da diversidade de corpos, que deverão tirar papel de protagonismo apenas daqueles que são magros e se encaixam no padrão atual, afim de promover conscientização, o que combaterá a gordofibia no país. Desse modo, a população deixará de se comparar com uma beleza inalcançável e passará a ter uma visão positiva de si mesmo, como aquela pregada por Alexandra.

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