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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

Seu corpo é o que te permite existir nesse mundo, olhe para ele com amor!

Beleza é um conjunto de características agradáveis e capazes de cativar o observador, portanto o seu conceito é variável de acordo com a cultura e opinião pessoal. Logo, por ser uma idealização pessoal de perfeição, o padrão estético imposto em nossa sociedade além de tóxico é inatingível. Como resultado, a busca pelo "corpo perfeito" abala o psicológico de meninas e mulheres de todas as idades.

Em 2017, diversas plataformas de notícias como Uol e Jornal de Brasília, publicaram uma matéria sobre um suicidio ocorrido em 2016 em Dublin, Irlanda. Milly Ruomey, de apenas 11 anos, foi encontrada em estado crítico em seu quarto após tentar suicídio, vindo a falecer três dias depois. Segundo os investigadores ela publicou uma mensagem que dizia não aceitar a própria aparência e que estava insatisfeita com o próprio corpo. De acordo com a mãe de Milly antes de se suicidar ela teria se cortado e escrito “garotas bonitas não comem” com o próprio sangue.

Dito isso, é evidente que a busca pelo "corpo perfeito" inicia-se cedo. Desde a tenra idade meninas são estimuladas a depreciar seus corpos, e durante seu crescimento são incentivadas a almejar e cultuar um padrão inatingível. Moças em todo mundo são condicionadas a acreditar que sua felicidade, amor próprio e sucesso está intrinsecamente ligado a sua aparência e seu peso, pois isso é tratado como assunto público. Sua capacidade intelectual e feminilidade é questionada por esses mesmos parâmetros antes mesmo de começar a falar. Dessa forma, como consequência, a magreza tornou-se sinônimo de belo e saudável e pessoas com corpos que fogem desse padrão são desprezadas, ridicularizadas, sua capacidade, seu intelecto e sua saúde são questionadas.

Então, todos os estigmas provenientes do famigerado "corpo perfeito" apenas reforçam e incentivam essa busca incansável de meninas e mulheres, pois todas as outras formas de corpo são inaceitáveis. No entanto, essa busca nunca se findará, o objetivo nunca será alcançado, porque ele não existe. Em uma sociedade capitalista que visa o lucro e o consumo, a insatisfação feminina com seus próprios corpos é uma mina de ouro, e as fábricas de imagens, como cinema, televisão e revistas reforçam e incentivam cada vez mais essa insegurança, disfarçando seu preconceito e ganância de preocupação com a saúde. Estimulando o gasto exacerbado com produtos de beleza que prometem coisas que não podem ser encontradas em prateleiras, como amor próprio, felicidade e sucesso.

Portanto, Conclui-se que escolas como um ambiente de convivência, devem estimular o olhar crítico em seus alunos, devem incentivar o respeito e dissuadir o estigma e o preconceito que existe sobre as diversas formas de corpos. Em seguida, cabe a Organização Mundial da Saúde(OMS) fazer uma campanha com essa mesma premissa, e ajudar a população a entender que magreza não é definição de saúde e que formas diferentes não são sinônimos de pessoas doentes. Por fim, é de extrema importância que os meios de comunicação busquem representar a diversidade de corpos em nossa sociedade e estimular a busca pela saúde e o amor próprio de forma saudável.

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