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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

Desde o período medieval existe a gordofobia, pois para o entendimento judaico-cristão clássico, a gula é um dos sete pecados capitais e, portanto, uma demonstração de fracasso moral. Nesse período, o jejum era uma prática constante que valorizava a espiritualidade em detrimento do corpo. Logo, fica claro que a cultura ao corpo padrão não é apenas um problema atual, mas que vem de gerações. A princípio, esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito enraizado aos corpos fora dos padrões, como também na falta de atuação da mídia e do Estado, para o rompimento do padrão imposto.


Precipuamente, é fulcral pontuar que esses acontecimentos derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação desses mecanismos que coíbam tais recorrências.  Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Contudo, é importante ressaltar que milhares de pessoas são alvos de piadas preconceituosos, desencadeando problemas psicológicos como depressão derivada pela baixa auto-estima.


Além disso, esse preconceito encontra terra fértil na falta de empatia ao próximo.  Assim, a filósofa judia Hannah Arendt, em sua teoria “banalidade do mal”, defende que o comportamento xenófobo ou preconceituoso passa a ser realizado inconscientemente quanto os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser comparado com a questão da discriminação da população acima do peso. Outrossim, vale salientar a importância de medidas para combater o impasse, a fim do pleno funcionamento da sociedade.


Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema necessita-se urgentemente que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Estado e do Ministério da Educação será revertido na criação de uma complementação no ensino básico, técnico e superior, através de aulas, atividades dinâmicas e palestras, evidenciem  como a gordofobia é algo atual e recorrente e, por isso deve ser combatida.  Dessa forma, espera-se que as novas gerações tenham consciência de empatia e do respeito ao corpo do próximo.

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