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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

  Na novela "Rebelde Brasil", Carla é uma adolescente que, para manter-se com o "corpo ideal", alimenta-se muito pouco, colocando em risco sua vitalidade. No panorama atual, analogamente à ficção, percebe-se que práticas realizadas pela jovem são cada vez mais comuns, uma vez que homens e mulheres, de diferentes faixas etárias, estão cultuando essa forma "perfeita". Assim, fruto do poder midiático e dos pensamentos arcaicos dispersados hodiernamente, a gordofobia é um dos maiores problemas sociais.
Em primeira análise, cabe ressaltar que a influência midiática interfere na incorporação de um estilo de vida na sociedade. Seguindo esse pensamento, Adorno, sociólogo alemão, afirma que a mídia cria certos esteriótipos que tiram a liberdade de pensamento. Isso decorre, principalmente, da manipulação aos telespectadores através da falta de visibilidade dos personagens acima do peso padronizado em filmes, séries, novelas e anúncios e pela ausência de pessoas gordas nos concursos de beleza, proferindo indiretamente qual é o corpo mais belo. Logo, torna-se comum ver os indivíduos seguindo esse padrão corporal, já que, além de ser imposto pela mídia, foi convencionado ao longo dos anos.
Outrossim, é válido pontuar que a corpolatria -culto si corpo padrão- é uma prática antiga que foi adentrando-se ao meio social com o passar do tempo. Nessa conjuntura, de acordo com Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a sociedade incorpora pensamentos difundidos ao longo do tempo. Essa lógica é comprovada pelo fato de que as ideias arcaicas e preconceituosas acerca dos corpos com medidas maiores são reproduzidas atualmente sem que haja questionando, visto que banalizar essas ações dificulta o processo seu de "desadentramento" social e contribui para a propagação da gordofobia. Sendo assim, devido ao enraizamento desses hábitos, a aceitação da diversidade corporal torna-se utópica.
Diante dos fatos supracitados, infere-se que o culto à forma padrão segrega as outras formas corporais e desencadeia a gordofobia. Portanto, é mister que o Governo, como instância máxima do poder executivo, elabore palestras mensais em locais públicos, como praças, por meio de psicólogos e nutricionistas que informem aos cidadãos que todo corpo tem a sua beleza e outros fatores, por exemplo genética, influenciam na forma física, a fim de que todos as formas sejam exaltadas. Ademais, é necessário que aumente a visibilidade de pessoas acima do peso padrão nos veículos midiáticos, com o fito que jovens como Carla não sacrifiquem a saúde em prol da estética.

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