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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

A cantora norte-americana Beyoncé, em 2014, lançou uma canção que alcançou repercussão mundial, ''Pretty Hurts'', a beleza machuca, em português. Sob essa ótica que a música nos traz, verifica-se que está problemática também está presente em nossa sociedade, quando se observa a gordofobia e o culto ao corpo padrão. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse caso.


Em primeiro lugar, é evidente que os padrões impostos pela mídia foram moldados por fatores históricos. Durante a década de 50, a atriz Merolyn Monroe, era referência principal de um corpo perfeito, com  seios fartos e um corpo extremamente magro. Por meio dessa linha pensamento, fica evidente que a mídia contribui para o aumento de doenças e intolerância social que envolvem a busca por um corpo perfeito rapidamente, como bulimia, anorexia e o preconceito com pessoas acima do peso, visto que alguns meios de comunicação ainda insistem em unificar essa aparência. Assim, a vítima estará colocando sua saúde em risco, desenvolvendo transtornos alimentares como resultado da doença, ou até mesmo se opor aos preceitos morais de ética sobre respeitar o próximo, seja ele gordo ou magro.


Além disso, a busca por procedimentos estéticos que prometem nos deixar em paz com o nosso próprio corpo podem colocar em risco a vida do paciente. A cantora norte-americana Melanie Martinez, em sua música ''Mrs. Potato Head'', faz uma análise sobre o mundo das cirúrgias plásticas e a busca pela beleza e perfeição, representados pelo brinquedo Cabeça de Batata, que nós mesmos podíamos montar seu rosto. Por meio dessa linha de pensamento, notamos que a busca pelo corpo perfeito pode trazer grandes riscos para a saúde, visto que, ao se submeter a uma cirurgia plástica, os resultados serão imprevisíveis.


Diante do exposto, para que o problema não se perpetue, urge que medidas sejam adotadas em sociedade. Sendo assim, o Governo Federal deve investir os recursos financeiros na desconstrução de padrões de beleza, impostos pela mídia, por meio de campanhas publicitárias e palestras em escolas, a fim de trazer a representividade de diversos modelos físicos, quebrando padrões e estimulando o debate e a reflexão sobre a temática. Somente assim, será possível a construção de uma sociedade permeada pela desconstrução de padrões de beleza impostos pela mídia.

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