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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

   O filme Duplim retrata a história de uma adolescente que sofre uma pressão estética em relação a seu corpo, até mesmo no ambiente familiar. Nesse contexto, sabe-se que esse cenário não se limita apenas à ficção, também sendo uma realidade no cotidiano de uma significativativa parcela social que sofre em função da gordofobia devido ao culto ao corpo padrão. Tal qual  acontece principalmente por conta da influência midiática, bem como estereótipos que ferem noções básicas de respeito ao diferente. Dessa forma, faz-se necessário argumentar a problemática e as causas que a leva a ser aparente na sociedade.

   A princípio, as mídias exercem grande influência sobre os indivíduos. Em um trecho da música "Mídia" composta pela banda Sociedade Armada diz "A mídia é o veículo de divulgação de regras que a sociedade te obriga a seguir". Portanto, por meio de revistas, filmes, e novelas que expõem pessoas a um modelo hegemônico de estética magra, acarreta-se uma visão padronizada de beleza em que há a busca por métodos de se enquadradar nesse padrão de corpo perfeito e desejado, tendo como exemplo a intensa procura por cirurgias plásticas. Nessa perspectiva, o censo bianual da sociedade de cirurgia plástica estima que 60% das operações são de fins estéticos no Brasil.

   Além disso, tem-se os estereótipos que ferem noções básicas de respeito ao diferente. Nesse sentindo, Arthur Torquato afirma "Estereótipos não moldam a sociedade, eles a destrói". Partindo deste pressuposto, o preconceito a pessoas com excesso de peso é um malefício chamado gordofobia, que prejudica muitos adolescentes e crianças no âmbito escolas, bem como alunos acima do peso que são mais vítimas de bullying na escola, tal incidente vem a atrapalhar seu desempenho nas atividades escolares e na vida cotidiana, como problemas psicológicos devido à intimidação sofrida.

  Logo, para que o efeito dos padrões estéticos seja menos danoso à sociedade, se-faz necessário estampar através das mídias, pessoas de uma beleza diversificada, para que possa influenciar de maneira positiva o aspectador, com isso, modificando uma visão padronizada de estereótipos. Tendo em vista, o Ministério da Educação em parceria com as secretárias municipais deve propor as escolas debates sobre como o bullying e gordofobia prejudica o meio social e criar projetos pedagógicos inclusivos, para que motivem a autoaceitação e respeito ao diferente, tornando assim alunos e pessoas conscientes.

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