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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

         A construção esteriotipada de um modelo corporal tem sido assunto frequente nas últimas decadas. Nesse contexto, a gordofobia e o culto ao corpo padrão tem ganhado espaço na mídia, nas discussões acadêmicas e, na comunidade em geral. Por um lado destaca-se o preconceito velado - disfarçado em preocupação com a saúde - com as pessoas gordas, por outro, a retórica falaciosa de que há um padrão social aceitável para as expressões corporais. 


       Inicialmente, é importante trazer um dado expressivo acerca da obesidade no Brasil, segundo pesquisas realizadas pelo hospital Albert Einsten, a obesidade está presente  em média em 30% da mulheres. Apesar de questões ligadas as comorbidades que essa doença pode acarretar, vê-se um discurso vazio e preconceituoso em que o sobrepeso está associado ao fracasso e a falta de autonomia sobre o controle alimentar. Ocorre que o aumento do peso está inteiramente ligado a questões de cunho biológico, metabólico, psicológico e até cultural. Dessa forma, associá-lo a qualquer outra questão, leva a sociedade a um discurso vazio, preconceituoso e esteriopado sobre a autonomia individual. 


          Ademais, é importante ressaltar que os "padrões" de beleza associam-se ao contexto histórico no qual a sociedade está inserida. A partir de observações de pinturas, retratos e relados escritos dos séculos XV e XVI, nota-se que o padrão de beleza feminino está ligado a mulheres gordas. Contudo, no período contemporâneo esse padrão inverteu-se, o culto ao corpo "esgio", magro, típico das chamadas top models, ganhou um destaque expressivo. Segundo dados divulgados pelo IBGE em 2009, aproximadamente 17% das mulheres brasileiras já foram vítimas de preconceitos explícitos sobre do seu peso. 


        Portanto, nota-se um dificuldade histórica e cultural em aceitar e respeitar o diferente. Para inverção dessas mazelas é importante que o Estado haja de maneira efetiva, através da base - leia-se a educação - inserir nas escolas a discussão de questões alimentarias, culturais e de como elas influem em expressões preconceituosas, como as atuais, poderia ser um medida viável. Além disso, faz-se necessário que o poder legislativo atue criando mecanismos legais que punam os que pratiquem a gordofobia, equiparando-o ao racismo, por exemplo. Só assim, com uma mudança educacional e legislacional, a sociedade poderá vencer as barreiras desse tema tão complexo. 


 


 


 


 


 

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