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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

   Na Grécia antiga o padrão de corpo e aparência da Virgem Maria era o principal padrão de beleza feminina, em que o belo se remetia aos traços da Virgem. No entanto, ao longo dos séculos, esse modelo modificou-se, porém continua enraizado na sociedade contemporânea. Com isso, a procura do corpo magro, que atualmente é considerado como o “ideal”, torna-se um problema para quem está fora dessa padronagem imposta pelas mídias e a sociedade. Nessa perspectiva, é notório, que idealização de corpo perfeito é um retrocesso para a sociedade e, por efeito, colabora diretamente para os preconceitos vividos pelos indivíduos gordos que não se enquadram no padrão de magreza.


   É relevante abordar, primeiramente, que desde o período escolar o indivíduo sofre por não ser igual aos outros. À medida que uma criança na fase estudantil,  que estar em um processo de descobrimento e desenvolvimento psicológico, sofre gordofobia na escola, isso, por consequência, é muito maléfico para vida da criança, pois devido ao bullying sofrido, esse indivíduo não aceita seu corpo e considera erra, feio e diferente. Entretanto, esse trauma da infância, pode permanecer até a vida adulta e, por conseguinte, prejudica diretamente na aceitação do corpo e sentir vergonha do próprio físico. Desse modo, é evidente, que a principal mudança deve ocorrer na educação dos pais, pois os filhos refletem as atitudes dos responsáveis.


   Além disso, é importante destacar, que a sociedade contemporânea se baseada no padrão magro, em que as pessoas de tamanho maior não se encaixam. Nos dias atuais, é cada vez mais comum você se deparar com acentos menores, poltronas pequenas, dificuldade e preços elevados em roupas com medidas maiores. Isso porque, vivemos em uma sociedade padronizada, em que uma pessoa que é considerada com o “peso normal” não percebe esses fatores no cotidiano. Porém, um indivíduo que não se enquadra no peso proposto pela sociedade, sofre, pois cada atividade considerada simples, para eles, é um pesadelo. Dessa maneira, torna-se claro, que esse impasse fortalece para o enraizamento do preconceito na sociedade.


   Faz-se necessário, portanto, ocorrer uma extinção do certo e errada no padrão corporal, incorporar uma cultura livre de rótulos, em que não exista o tamanho ideal, e que todas as formas serão consideradas belas. Para isso, em primeiro plano, é de suma importância, que o Ministério da Infraestrutura reformule os projetos em locais públicos, com intuito de aumentar a largura dos acentos, catracas e entre outros, para que haja uma abrangência aos vários tipos de corpo. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, elaborar palestras educativas nas escolas, para os alunos e, principalmente, para os pais, com o foco de extinguir esse preconceito presente no país. A partir desse ponto de vista, os indivíduos prejudicados irão se sentir mais inclusos na sociedade, e com a educação dos indivíduos a gordofogia será um preconceito obsoleto.

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