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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

                                                         Viva a Diferença


           Na Era Vitoriana, ocorrida entre 1837 a 1901, as mulheres gordas eram consideradas anormais diante da sociedade civilizada. Nesse sentido, eram utilizados espartilhos e corpetes por parte da figura feminina para que fossem aceitas de forma culta pelos homens. Hodiernamente, no Brasil, vê-se que a gordofobia é um imbróglio a ser superado, seja pela padronização estética adotada pela mídia, seja pelo bullying sofrido pelas vítimas.


         A priori, a busca ao corpo impecável apresentado em novelas e propagandas de TV influencia no comportamento da sociedade quando se trata de um ser “fora do padrão”. Destarte, consoante ao pensamento do físico alemão Albert Einstein, “Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade”, ou seja, a dedicação para se encaixar na forma idealizada pela vida virtual degrada a saúde mental e física das pessoas. A exemplo disso, as redes sociais, como o Instagram e o Facebook, são causadoras do sentimento de desprezo e insuficiência das pessoas quando não alcançam um número considerável de curtidas em suas fotos - culpando o formato de seu corpo.


           Por conseguinte, as ações contraproducentes direcionadas aos corpulentos por parte majoritária da sociedade contribuem para distúrbios psíquicos e crises existenciais. Nessa perspectiva, na série televisiva “Insatiable”, Patty é uma garota que sofre agressões de seus colegas de escola por estar acima do peso. Assim, a menina fica depressiva por não ser aceita socialmente e resolve se vingar de todos aqueles que a insultaram. Fora da ficção, percebe-se que práticas preconceituosas, como xingamentos e agressões físicas, corroboram para o isolamento e, consequentemente, o suicídio das vítimas.


           De acordo com os fatos supracitados, torna-se mister que medidas sejam tomadas para que a fobia à forma gorda seja superada. Urge, portanto, que o Poder Executivo disponibilize verbas ao Ministério da Educação - para que campanhas de conscientização sobre as diferenças humanas sejam realizadas nas escolas desde o ensino fundamental-, e ao Ministério da Saúde – para que haja auxílio psicológico aos envolvidos. Outrossim, cabe ao Ministério da Cidadania, por meio de anúncios e propagandas na mídia de TV aberta, estimular a aceitação do corpo aos cidadãos brasileiros ao mostrar que as diferenças devem ser prestigiadas por todos. Só assim, poder-se-á combater as atitudes gordofóbicas em território nacional e construir uma comunidade oposta aos princípios vitorianos.


           

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