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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

         Na época das grandes colonizações, por volta de 1500, pelo alto valor dado aos produtos tropicais como o açucar, integrantes da nobreza e realeza sempre aparentavam excesso de peso, representando poder perante seus súditos. 500 anos depois, na contemporaneidade, observa-se a mudança radical desse paradigma social, visto que o culto ao corpo magro se mostra totalmente atrelado à concepções de superioridade e beleza. Nesse sentido, debater sobre essa esquizofrênica valorização estética, assim como lidar com as consequências que ferem noções básicas de respeito ao diferente, torna-se imprescindível para garantir o equilíbrio da sociedade.
        Primeiramente, é importante destacar o poder dos estereótipos na conjuntura moderna. O sociólogo Émile Durkheim define fato social como os instrumentos sociais e culturais que determinam as maneiras de agir, pensar e sentir na vida de um indivíduo. Analogamente, principalmente por intermédio de propagandas e produções cinematográficas, muitas pessoas aderem conceitos sem criticidade e começam à internalizar maneiras homogêneas de vivência. Com efeito, a busca pelo corpo padronizado entra como grande objetivo, que, quando não alcançado, estimula sensações que variam de sentimentos de despertencimento à suicídios.
         Além do nocivo efeito pessoal, o ódio contra o diferente também se apresenta como grave produto desses estigmas. Na obra O cortiço, de Aluísio de Azevedo, é mostrado um grupo de pessoas que é marginalizado pela sociedade devido sua deficiente condição econômica, diferente do resto da cidade. De maneira semelhante, a gordofobia age na medida em que indivíduos discriminam os outros pela única e esdrúxula razão de serem acima do peso, mostrando outras esferas de preconceito e de intolerância que devem ser combatidas.
            Portanto, medidas são necessárias para a dissolução desses ideais maléficos do corpo social. Como maneira basal, o Ministério da Educação deve incentivar o aumento de aulas nas grades de ciências humanas, como filosofia e sociologia. Isso deve ser feito mediante uma melhor distribuição orçamentária entre a união, de modo que essas verbas providencie uma melhora no corpo docente, estimulando professores e alunos para o ensino e aprendizado. Desse forma, estudantes poderão entender melhor sobre as diversidades, e, assim, agir de maneira à combater condições semelhantes à gordofobia. 

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