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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

Na historiografia, os padrões estéticos de beleza sempre permearam diferentes povos e sociedades. Entretanto, o que antes era visto como belo e desejável, como corpos maiores, na Antiguidade, por exemplo, passou a ser considerado fora do padrão, feio ou não saudável nos tempos modernos. Dessa maneira, compreender que a discriminação e repulsa ao gordo - gordofobia - são mazelas sociais, bem como discutir a influência da mídia sobre o pensamento coletivo são medidas fundamentais para atenuar a problemática. 

É primordial ressaltar que em uma sociedade machista e patriarcal, as mulheres são os principais alvos da gordofobia, por, lamentavelmente, ainda serem vistas como objetos de desejo e satisfação para os homens. Em coadunação a esse fato, a banda brasileira "Francisco, El Hombre" musicou os versos: "Triste, louca ou má será qualificada ela quem recusar seguir receita tal, a receita cultura...", de modo a deixar evidente como a sociedade se comporta frente a mulheres que não seguem os padrões impostos. Nesse viés, vê-se que essa discriminação é uma mazela social ainda cresente e pode ser ilustrada pela pouca atenção destinada a essas pessoas por lojas de roupas quando segregam e restringem peças pelo tamanho, além da falta de representatividade em revistas e jornais. 

Outrosssim, a Indústria Cultural tratada pelos filósofos Adorno e Horkheimer, da Escola de Frankfurt, apresenta o capitalismo como fonte de alienação das massas. Nesse contexto, utiliza-se da insegurança das pessoas quanto aos seus corpos para aliená-las e, assim, lucrar coma venda de produtos que prometem deixa-las dentro do padrão considerado perfeito. Por conseguinte, quando os objetivos desejados não são alcançados essas pessoas se sentem inferiores e excluídas, sendo a pressão social e cultural do culto ao corpo padrão grande causa de problemas como ansiedade e depressão. 

Assim, cabe ao Estado em conjunto com o Ministério da Educação promover ações educativas, tais como debates e paletras, por meio do diálogo com profissionais da psicologia e pessoas que já sofreram esse tipo de preconceito, com o fito de educar jovens e crianças a entenderem as diferenças e não praticarem nenhum tipo de exclusão. Além disso, o Governo Federal deve incentivar as empresas e a mídia a propagar a igualdade de modo a haver maior representatividade desse grupo, por meio de parcerias com empresas privadas e ações como a não segregação em lojas de roupas ou produtos, para que haja, então, verdadeiramente a quebra do culto ao corpo padrão.

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