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Gordofobia e o culto ao corpo padrão

 O clipe da música "Jenifer", do  cantor Gabriel Diniz, rompeu com a tradição no meio artístico de usar atrizes que, além do seu talento, são elogiadas pelos seus corpos, já que, para interpretar a protagonista, Mariana Xavier, uma gordinha de bem com a vida e consigo mesma, foi a escolhida. No entanto, a repercussão deste fato demonstra a existência do culto a um padrão estético que não é comum e inalcançável para muitos, onde os extremos, magreza e sobrepeso são constantemente subjugados. Portanto, faz-se necessário afastar o molde do físico prefeito da sociedade, a fim de que a pluralidade corporal seja aceita e que as qualidades do ser seja ressaltadas.


 A priori, reconhecer o problema é o primeiro passo para uma resolução. E, para isso, nada melhor do que remeter ao período escolar, onde o bullying se mostra uma evidência cruel da padronização dos corpos, resultando, entre outras inconveniências,  na gordofobia. Além disso, a pressão velada para a manutenção de certo padrão está presente em muitas áreas, nos comerciais de moda, rede sociais e em músicas, tal como "Xereré", nova música cantada pelo cantor baiano, Léo Santana, que em um dos versos diz: " Quando ela passa chama atenção, academia de segunda a sexta, cabelo na cintura, um verdadeiro avião."


  Por outro lado, findar a exaltação do físico, seja lá qual for, representa uma evolução social e o início de uma sociedade que reconhece todos os seus indivíduos. Pois, é muito mais importante valorizar o que as pessoas realmente são, independentemente de quantos algarismos a balança indicar, e ignorar a uniformização dos corpos. Essa ideia fica clara na música "Ser diferente é normal", cantada por Lenine, onde pergunta: " Se o peso na balança é de uns quilinhos a mais, e dai, que diferença faz ?"


 Logo, é mister a quebra do padrão de beleza ilegitimamente instituído. Sendo assim, para que esse objetivo seja alcançado, é necessário que haja uma profunda reflexão social proporcionada por campanhas educativas nas mídias sociais e nos centro educacionais, financiadas pelo Ministério da Educação, mostrando que o importante é sentir-se bem consigo mesmo - uma vez que elas são medidas diretas e eficientes na  conscientização social. Outrossim,  tambem é importante que haja representatividade pública, evidenciando a pluralidade denunciada na música cantada pelo pernambucano, como na contratação de modelos mais cheinhas por grandes grifes que mais Marianas ocupem os principais papéis nas diversas produções artísticas. Para que dessa forma, surja uma sociedade composta por cidadão cientes de suas qualidades, independentemente do que a balança diga. 


    

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