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Futuro da palavra escrita

As modificações evidenciandas na expressividade das diferentes escolas literárias se relacionam diretamente com o contexto em que estas estão inseridas. Tal fato é facilmente notado se comparadas as obras do Classicismo, em que há a preocupação com a métrica perfeita; as românticas, cuja formalidade já não é efetivamente assegurada; e as dadaístas, em que há um rompimento inovador no fomento da arte, caracterizado, principalmente, pela excêntricidade e caráter ilógico.
Desse modo, a escrita é um alvo de influências externas advindas de fatores históricos e individuais, comprovado na adequação desta às circunstâncias vivenciadas. Isto posto, nota-se a atual metamorfose de tal forma de expressão, marcada pelo imediatismo de uma sociedade cujas relações interpessoais são cada vez mais escassas e realizadas por meio do descaso linguístico. A partir dessa problemática, a transfiguração do ato de escrever é feita não mais com o princípio de simplificação, mas de banalização da prática pela utilização de instrumentos tecnologicos e predomínio do ócio.
O futuro da palavra é posto em risco com a facilidade dialogal e expressiva apresentada pelos meios de comunicação que, muitas vezes, tornam o conteúdo imagético mais significativo do que o redigido. A situação é agravada pela efetividade no processo comunicativo entre interlocutor e receptor, uma vez que, apesar das transformações no meio, a mensagem é espontaneamente compreendida. Assim, o simbolismo antes utilizado pelas civilizações egípcias e mesopotâmicas como primeira fonte escrita, retorna a fim de substituir o patrimônio de evolução cultural e linguística.
Portanto, tendo a educação como base do processo escrito, é de suma importância que o governo assegure a alfabetização de qualidade por meio de maiores investimentos em escolas primárias e fornecimento de materiais básicos, como livros. Além disso, o incentivo familar à leitura é essencial para o desenvolvimeno cognitivo e intelectual dos jovens, bem como o policiamento destes no uso constante de aparelhos tecnólogicos de fim de valorizar a escrita como um bem futuro. O gradativo desaparecimento da caligrafia manual e extensa não deve ser sinônimo da extinção da palavra como um todo ou do regresso no recurso comunicativo.
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