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Falsidade ideológica no Brasil

Na obra “1984”, do escritor inglês George Orwell, é retratada uma sociedade na qual o Estado governa alterando a realidade por meio da manipulação de dados, documentos ou livros, controlando e mascarando a verdade do corpo social. Fora do contexto literário, a problemática do domínio de informações adquire uma perspectiva semelhante à pregada por Orwell, uma vez que a falsidade ideológica assume papel semelhante no Brasil. Esse cenário é fruto de duas vertentes: o desconhecimento da lei pela coletividade maximiza aquele crime, assim como o sujeito opera tal prática em decorrência de suprir uma satisfação própria.



Precipuamente, é fulcral pontuar que a inexploração judiciária pela comunidade é um fator agravante na problemática. De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, o ápice do regimento país, é crime de falsidade ideológica à adulteração, ocultação ou incremento de informações em documentos públicos que beneficiem o sujeito, - ou acarrete prejuízo a terceiros. Nesse sentido, é imperativo dizer que o desconhecimento das leis brasileiras pelo indivíduo é um agente catalisador do malefício citado anteriormente e, assim sendo, é dever do Estado promover a consciência coletiva no âmago desse impasse para evitar a fragmentação de juízo e, por conseguinte, a prática do delito.



Além disso, faz-se mister salientar que o indivíduo opera visando benefício particular. Segundo Sigmund Freud, psicanalista austríaco, um dos elementos da personalidade humana é o “Id”, responsável por atuar diretamente nas necessidades e, assim sendo, influenciando no suprimento de necessidades pessoais, todavia é possível notar que uma conduta individual pode dissociar a coletividade, como, por exemplo, ocorreu com Marcelo Nascimento, ex-estelionatário brasileiro, o qual utilizava de atitudes fraudulentas para almejar vantagens particulares, nos anos de 1990 e 2000, relatado no filme “Vip’s”. Nessa ótica, é imperativo ressaltar a obrigação do homem com a sociedade no que tange a harmonia social, pois por ser produto do meio as ações do sujeito pode causar danos em toda comunidade e, consequentemente, ruí-la.  



Portanto, é notório que ainda há entraves que solucionem o problema. Dessarte, urge que o Governo promulgue a campanha “Consciência Criminal” e, por intermédio das escolas e universidades, promova o debate sobre como um crime de falsificação prejudica o corpo social, a fim de mitigar as causas de falsidade ideológica e, assim, conseguir estruturar a sociedade. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, as questões de inautenticidade ideológica e o controle indevido ficarão sujeito à literatura.

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