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Falsidade ideológica no Brasil

 No seriado norte-americano “Blind Spot”, a personagem “Alice Kruger” troca, com intenção de infiltrar-se no Federal Bureau of Investigation (FBI) e obter informações cruciais, seus documentos e passa a viver, tranquilamente, como “Jane Doe”, a qual é uma agente de tal organização policial. Fora da ficção, esta é a realidade de uma grande parcela de indivíduos, ao redor do mundo, que falsificam, de maneira consciente, seus documentos com objetivo de praticar alguma ação ilícita. Neste âmbito, a facilidade em forjar documentos e a ineficiência na conferência de registros são os principais motivos para a falsificação ideológica ocorrer no Brasil.


 De maneira inicial, é possível verificar que o número de documentos falsificados crescem, de maneira absurda, no Brasil. Segundo o noticiário “G1”, o índice de documentos adulterados, em circulação no país, aumenta, desde 2010, cerca de 23% ao ano por conta da intensificação de leis que impedem a entrada de jovens (menores de 18 anos) em casas noturnas, além do mais, o mesmo noticiário ressalva que burlar uma documentação é, extremamente, simples. Por isso, a facilidade em forjar documentos, com a finalidade de garantir a entrada em festas, é um fator que propicia o aumento dos casos de falsidade ideológica no país.


 Em segundo plano, nota-se que as instituições responsáveis por verificar os registros de um indivíduo não possuem a devida cautela ao realizar tal verificação. De acordo com o jornal “OGLOBO”, o aumento de documentos falsificados no Brasil pode ser justificado pela falta de investimentos no setor investigativo, o qual, por conta da falta de verba federal, não desempenha qualquer tipo de verificação documentária, ou seja, há uma falta de eficiência em tal setor. Logo, a ineficiência na conferência de registros é uma das principais razões que facilita a ocorrência da falsidade ideológica.


 Diante disso, é necessário combater, urgentemente, a falsidade ideológica no país. Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania e ao Ministério da Justiça analisar e punir, por artifício de fiscalizadores municipais e por profissionais da área investigativa, possíveis indivíduos que falsificam suas identidades, tendo como objetivo encerrar com tal prática ilegal no Brasil. Além disso, é necessário conduzir parte da verba federal para o setor investigativo a fim de elevar a eficácia na conferência de registros. Somente assim, casos como de “Jane Doe” não ocorrerão.

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