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Fake News
A manipulação midiática, historicamente, não é uma novidade moderna. Prova disso foi o uso do rádio para a promoção do populismo de Getúlio Vargas durante o seu governo, ou, até mesmo, do cinema para nutrir o conflito ideológico entre EUA e URSS no período da Guerra Fria. No entanto, com o advento da internet, o manuseio de informações tornou-se acessível e imediatista, permitindo, com isso, a divulgação de falsas notícias, muitas vezes perversas, que prejudicam a sociedade e a seriedade do jornalismo.
Com sua rápida divulgação e compartilhamento, as chamadas "fake news? podem prejudicar não somente um indivíduo, como também grupos sociais e instituições. Alguns casos tornaram-se cômicos publicamente, como a falsa morte do músico Arlindo Cruz, divulgada equivocadamente pela apresentadora Sônia Abrão. Porém, a manipulação de notícias têm se demonstrado proposital e com o intuito de denegrir, chocar, e mobilizar a população à favor de causas falsas, como o vídeo que acusava ativistas do MST de destruição de uma fazenda na Bahia, causando revolta contra o movimento e minimizando sua legitimidade.
Somado a isso, tem-se a desvalorização do jornalismo investigativo sério, sem imediatismos ou sensacionalismos. Isso porque uma forte característica das "fake news? é o poder de provocação, causada normalmente por manchetes exageradas que atraem atenção e, com isso, são replicadas e alcançam milhares de pessoas em segundos. Com isso, a demora e o custo para a produção de matérias com base sólida, contratação de bons profissionais e pesquisas e tornam esse tipo de jornalismo menos valorizado e atraente pelas massas populares e empresas.
É evidente, portanto, que mídia e sociedade contribuem para a massiva circulação de notícias simuladas, demonstrando, com isso, a necessidade de atuação de agentes reguladores e educadores. Dessa maneira, o Ministério da Justiça deve fortalecer a legislação e fiscalização dos meios midiáticos e daqueles que os seguem e compartilham injúrias, sob pena de multas ou bloqueio de conteúdo. Já o Ministério da Educação deve promover campanhas esclarecedoras - nos jornais, rádios e canais televisivos - sobre os riscos do compartilhamento compulsório e inconsciente, promovendo a busca por um jornalismo informacional e agregando valor à profissão.
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