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Fake News
Na década de 1930, Getúlio Vargas elaborou, junto ao exército, o Plano Cohen, um falso artigo com premissas de que comunistas queriam desestabilizar a ordem e tomar posse do poder. Na contemporaneidade, especialmente no Brasil, a propagação de notícias falsas com interesses individuais está cada vez mais nítido, causando problemas principalmente na esfera social. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Convém ressaltar, a princípio, que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na sociedade. Segundo a Universidade de São Paulo (USP), cerca de 12 milhões de pessoas divulgam fake news, especificamente sobre política. Diante de tal contexto, as pessoas não se preocupam com a veracidade das informações e isso pode ser perfeitamente observado em campanhas eleitorais. Por conseguinte, tal fato denigre a imagem da oposição para a população, fazendo com que percam popularidade eleitoral.
Deve-se pontuar, também, a velocidade de disseminação de inverdades como impulsionador do problema. Segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, após estudos feitos por cientistas, as fake news se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras. Diante do exposto, isso dificulta o corpo social a saber se as informações são verídicas ou não, já que, muitas vezes, elas tomam escala nacional, fazendo menção ao pensamento de Joseph Goebbels, político alemão, o qual falou que uma mentira dita mil vezes torna-se verdade.
Infere-se, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de uma nação melhor. Dessa forma, o Governo, por meio do Poder Legislativo, deve aprovar uma lei que criminalize a divulgação de notícias falsas, de modo que o povo seja privado de conviver com esses informes prejudiciais ao desenvolvimento social. Ademais, a mídia e as ONGs podem atuar na conscientização da comunidade sobre mecanismos para identificação de informações falsas, como checagem de fontes e leitura completa da matéria, a fim de que o tecido social não viva na realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.
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