ENTRAR NA PLATAFORMA
Excesso de trabalho e saúde mental

          O filme “Uma mente brilhante” conta a história de um matemático que é tão viciado em solucionar equações que acaba enlouquecendo. Fora da ficção, muitos brasileiros são viciados em trabalhar, tal vício acaba trazendo consequências desagradáveis para o indivíduo como transtornos mentais e a incapacitação de exercer seu ofício.



          Em primeiro lugar, nota-se que o excesso de trabalho acarreta diversas doenças mentais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional acontece quando o indivíduo fica viciado em trabalhar, se desgastando tanto fisicamente quanto mentalmente dando espaço á doenças como gastrites, depressões e ansiedades. Ainda de acordo com a OMS, 75,3 mil trabalhadores foram diagnosticados com depressões ou ansiedade no ano de 2017.



          Em segundo lugar, observa-se que os desarranjos mentais ocasionados pelo vício no trabalho são responsáveis por incapacitar e afastar milhares de trabalhadores em todo Brasil. De acordo com os dados da Previdência Social, episódios depressivos geraram 43,3 mil afastamentos por auxílio-doença, enquanto os transtornos ansiosos afastaram mais 28,9 mil ainda em 2017.



          Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para combater a problemática dos transtornos mentais gerados pelo trabalho excessivo. Diante disso, cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde (MS), por meio de uma maior destinação de investimentos, a criação de projetos que visam diminuir a taxa de afastamento por desarranjos mentais, além de apoiar e tratar psicologicamente os indivíduos afastados, para que eles sejam novamente capazes de exercer seus ofícios.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde