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Excesso de trabalho e saúde mental

   Charles Chaplin, cineasta e ator inglês do século XX, imortalizou em “Tempos Modernos”, sua maior obra, as relações de trabalho e o modo de produção da época como um elemento relevante em seu surto. Atualmente, a problemática do excesso de trabalho e seus impactos sobre a saúde mental é um dos grandes desafios do século XXI, tendo em vista que o mercado está cada vez mais competitivo e o nível de exigência segue-o de modo diretamente proporcional.

   Preliminarmente, cabe salientar que a contínua e progressiva especialização do trabalho é algo bom e importante para a sociedade, pois é daí que surgem novos produtos e serviços. Contudo, muitas vezes se verifica um sobrecarga sobre os funcionários, pois o nível de exigência e demanda cresce vertiginosamente, de modo que estes veem-se sobrecarregados e emocionalmente exaustos, já que a necessidade mercadológica obriga-os a adentrar na continua luta por novos mercados a que as empresas se submetem.

   Ademais, o padrão verificado na maioria das sociedades pós-modernas contribui para o surgimento de doenças e uma contínua e progressiva deterioração da saúde mental. Sobretudo, em grandes metrópoles e cidades de médio e pequeno porte, o ritmo do dia a dia é maçante e, muitas vezes, entediante, tendo em vista que a natureza, entendida aqui como o mundo natural, não está presente de maneira efetiva. Tem-se, em muitos casos, cidades que mais lembram uma selva de pedra e concreto, nas quais o elemento natural foi apagado ou esquecido, contribuindo, portanto, para uma alienação da pessoa em relação ao mundo em que ela vive.

   Torna-se evidente que a solução desta problemática perpassa por uma reconstrução das relações de trabalho e do ambiente urbano. Nesse sentido, faz-se necessário que o Governo Federal atue com os Estados e municípios, a fim de criar grandes áreas verdes nas cidades, objetivando, assim, remodelar o diálogo entre o homem e a natureza. Além disso, as empresas podem criar núcleos de acompanhamento psicológico para seus colaboradores, uma vez que isso não seria um gasto, mas, na verdade, um investimento, pois um funcionário mentalmente saudável e satisfeito produz muito mais e com maior qualidade.

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