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Excesso de trabalho e saúde mental

No século XVIII, com o advento da revolução industrial, as pessoas se encontravam com jornadas de trabalho castigantes, que as exauriam fisicamente e psicologicamente. Por consequência disso, é notório que tais mazelas oriundas dessas condições ainda perduram no cenário hodierno canarinho. É incontrovertível que o trabalho gera impactos significativos na sociedade, todavia, sua atuação desacerbada pode corroborar para problemáticas contraproducentes, se configurando em uma situação retrógrada. Em consequência, tal quadro se caracteriza pelo excesso de tarefa dos indivíduos, por um sistema intensivo e pela falta de preparação no tocante ao psicológico do trabalhador.


Segundo a OMS, “saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença”. Em contrapartida, o excesso de trabalho destitui o indivíduo de sua saúde plena, ficando esgotado para realizar atividades pessoais, o que causa a “despersonalização” do ser. Atrelado a isso, doenças psicossomáticas surgem, como a síndrome de burnout, podendo se agravar a quadros depressivos. Vê-se, então, a necessidade de atenuar tais adversidades, já que são onerosas às vidas dos trabalhadores.


Ademais, por conta de heranças fordistas, aliadas a um ideário de produtividade, onde trabalhar mais é sinônimo de maior faturação, o sistema de trabalho contemporâneo é deveras intenso, no qual, o indivíduo se vê na responsabilidade de fazer o seu serviço, muitas vezes com pouco tempo. Como consequência, o ritmo de eficiência decai e os resultados esperados são frustrados. Percebe-se que a configuração de trabalho brasileiro é rigorosa, na qual os empregados não possuem tempo para o lazer, por conta de sua agenda lotada.


Destarte, outra problemática é a inexperiência que os jovens experimentam logo no início da vida de empregado. Porquanto, são despreparados para tal sistema intensivo, no qual, não conseguem conciliar o pessoal com o profissional, onde, optam pelo segundo, por conta dos impactos que ele causa em suas vidas. Nesse sentido, são mais propensos a desenvolver doenças psicológicas, surgidas pela exaustão do trabalho.


Tendo o exposto em vista, é fulcral que tais problemáticas sejam mitigadas, visando à melhoria da saúde mental dos cidadãos. As empresas devem fornecer locais de trabalho que propiciem o lazer, onde os empregados possam exercer sua função sem demandar muito de sua energia física e mental. Outrossim, é mister que os órgãos educacionais, como o MEC, iniciem um diálogo com a fatia jovem demográfica sobre o excesso de trabalho e suas consequências. Além disso, as instituições devem buscar aplacar esses problemas, fazendo palestras com a ajuda de psicólogos e psiquiatras, tendo como objetivo sensibilizar os colaboradores sobre a temática e oferecer ajuda aos que enfrentam esses distúrbios. Só assim o Brasil sairá da mentalidade do século XVIII ultrapassada e progredirá em direção ao futuro.

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