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Excesso de trabalho e saúde mental

A revolução Industrial do século XVIII, alterou as relações de trabalho e aumentou a exploração, resultando no declínio da saúde dos trabalhadores. Hodiernamente, nota-se, que o excesso de trabalho, devido a racionalização excessiva acarreta em doenças mentais. Nesse sentido, é essencial discutir o modo de produção atual e os impactos para a vida das pessoas. 


Em primeiro lugar, cabe destacar que o aumento da produção e a consolidação da sociedade contemporânea, culminou no declínio da valorização do ser humano em troca do lucro. Isso porque, segundo o geógrafo Milton Santos vive-se em uma globalização perversa que procura explorar o ser humano sem se preocupar com os malefícios dessa forma de produção. A exemplo disso, os trabalhadores do banco Santander que foram pressionados com metas altas levando a doenças como depressão e ansiedade. Desse modo, é importante valorizar as pessoas na cadeia de produção, assegurando a segurança do indivíduo. 


Outrossim, cabe ressaltar que se vive em um mundo integrado, em que o consumo  mantém o trabalhador ativo o tempo todo, pois, só através desse ato ele se torna parte do sistema. Essa ótica é abordada pelo sociólogo Jean Baudrillard que afirma que o trabalhador está inserido  em uma lógica de consumo, o que leva ao sentimento de culpa por não produzir, sendo o ócio visto como algo ruim. Nesse contexto, síndromes como a de Bournout, levam  ao esgotamento da saúde mental do indivíduo devido ao excesso de produção. Assim, é necessário assegurar a proteção do mesmo e os seus direitos. 


Portanto, é necessário solucionar essa problemática que aflige a sociedade. Cabe ao Ministério da Educação em parceria com ONGs conscientizar sobre a importância da empatia por meio de aulas e palestras que visem integrar as pessoas e ensinar sobre os seus direitos para que possa prevenir que a racionalização e individualização levem a exploração do indivíduo. Ademais, cabe ao Ministério do Trabalho em parceira com as mídias elaborar campanhas que visem conscientizar os trabalhadores dos seus direitos assegurados pela constituição de 1888, por meio de propagandas que circulem nos horários nobres entre novelas. Somente desse modo, pode se assegurar um Brasil mais justo para todos. 

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