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Excesso de trabalho e saúde mental

De modo similar à Química, a sociedade brasileira funciona como uma reação em equilíbrio, se um fator externo age nessa reação, outra força é executada a fim de minimizar o efeito do tal fator aplicado, como explica o princípio de Le Chatelier. Não obstante, observar-se que com aumento do trabalho exaustivo e a pífia preocupação com saúde mental, há o desequilíbrio desta reação e, por consequência, torna-se um problema hodierno de ordem social. Desse modo, a autocobrança e o vício excessivo no trabalho, perpetuam o empecilho.


 


Mormente, convém ressaltar que, em virtude da atual situação precária do mercado de trabalho, nota-se uma maior preocupação em se manter empregado. Sob essa ótica, o jornalista Gilberto Dimenstein, relaciona a teoria do subconsciente coletivo com a contradição entre o homem comum e o homem coletivo. Nesse viés, é possível articular tal assertiva com o pensamento individual que se torna um gatilho para a autocobrança no trabalho, no qual a dificuldade do diálogo com profissionais na área da saúde agrava a visão individual face ao social. Logo, a preocupação excessiva fragiliza e negligência a saúde do indivíduo.


 


Além disso, é cabível salientar que o vício laboral é nocivo e mistura-se com a dedicação profissional. Ademais, é evidente o crescimento da Síndrome de Burnout, denunciada como a doença do século XXI, que apresenta caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso e manifesta-se em todas as classes de profissionais. Nesse sentido, estes demonstram a enfermidade por estarem, de modo integral, ligados aos serviços, em que a obsessão por ele produz graves impactos relacionados à psique. Portanto, o vício no trabalho, aliado à autocobrança, são fatores que carecem de caminhos para sua mitigação.


 


Em suma, medidas são necessárias para mitigar o impasse relacionado às doenças psicossomáticas. Assim, é imperioso que o Ministério da Saúde, promova, no exercício do seu papel social, por meio de incentivos fiscais e verbas governamentais, um ciclo de palestras e debates, em comunidades, escolas e ambientes de trabalho, a respeito da Síndrome de Burnout, bem como, apresentar os sintomas da doença, de modo a alertar sobre os perigos dos vícios e autocobranças laborais, além de disponibilizar sessões com psicólogos para aqueles que manifestam características da Síndrome e acompanhamento com outros trabalhadores, para que, assim, haja uma sociedade consciente e mentalmente preparada para o futuro. Por fim, a reação, antes desigual, alcance o tão almejado equilíbrio.

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