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Excesso de trabalho e saúde mental

   


      De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é o estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade. Sendo assim, é indiscutível que a atual configuração das atividades laborais no Brasil colocam em risco a integridade física e mental da população. Fundamental é, dessa forma, compreender não somente os efeitos desse problema, mas também como o ambiente de trabalho colabora para tal situação.


    Em primeiro plano, é necessário reconhecer que os desafios enfrentados em serviço afetam diretamente a saúde individual. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, estima-se que 20% a 25% da população já teve, possui ou terá quadro depressivo; deste modo, aumenta-se a preocupação sob a classe trabalhadora. Os transtornos mais comuns são o estresse, a ansiedade, a depressão e a síndrome de Burnout – gerada pelo excesso de trabalho, que leva à exaustão física e mental. Por consequência, muitas vezes os empregados recorrem ao uso de psicoativos, álcool e outras drogas.


    Diante disso, a principal responsabilidade é de fato daqueles que gerenciam o ambiente de trabalho. Desde o final do séc. XIX, com o avanço da Revolução Industrial, processos como o fordismo e taylorismo ressignificaram a exigência e responsabilidade sob o trabalhador, dentro de um ambiente hostil e que ignora o bem estar humano. Os problemas envolvem cobranças excessivas, assédio moral, metas inatingíveis, jornadas extenuantes e falta de segurança. Em decorrência disso, os índices de afastamento são altos, gerando prejuízo aos empregadores e à previdência, visto que muitos recorrem por aposentadorias, devido aos danos morais ou físicos.


    Portanto, é mister que o Estado tome providências acerca dos problemas no ambiente de trabalho, para a garantia da saúde mental de todos os funcionários. Assim, urge que o Ministério do Trabalho (MT), por meio de fiscalizações contundentes, gerencie não só os estabelecimentos laborais públicos, como também os privados, punindo e multando os empregadores que não oferecerem a mínima condição de conforto e sanidade mental aos trabalhadores, exigindo ainda, a presença obrigatória de psicólogos em número proporcional ao de funcionários. Talvez, assim, o objetivo de alta produtividade do país, seja alcançado pelo prazer e satisfação dos profissionais, e não mais pela agressiva jornada de trabalho.

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