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Excesso de trabalho e saúde mental

A relação do homem com labor evoluiu ao longo da formação histórica da humanidade, enquanto na ‘época das cavernas’ o trabalho era usado para sobrevivência - a caça de alimentos - atualmente ele serve para além das necessidades básicas: o luxo e conforto proporcionado pela transformações sociais da revolução industrial. Dessa forma, o trabalhador é cada vez mais cobrado para se destacar em relação a seus pares para que possa se manter no mercado. Por isso, é preciso discutir a relação do ser humano com o trabalho confrontando a saúde mental com as disputas capitalistas. 



Em primeira análise, cabe versar sobre as mudanças que ocorreram com o avanço do capitalismo, dentre as quais: o modo como as pessoas trabalham. Durante a revolução industrial, o marco das transformações, os funcionários eram submetidos a situações e ambientes insalubres. Contudo, na conjuntura atual, mesmo com a existência de  leis trabalhistas e da Constituição Federal - art. 7º, XXII - vedando locais e condições de trabalhos que ponham em risco a segurança do trabalhador há uma cobrança externa, assédio, que obriga o indivíduo a sobrepor aos demais. Isso ocorre, infelizmente, pela necessidade do trabalho continuar empregado para que seja possível sobreviver no contexto capitalista.  



Consoante ao filósofo  Arthur Schopenhauer, “O maior erro do ser humano é trocar a própria saúde a qualquer outra vantagem”. Nesse sentido, as exigências do mercado de trabalho cobram mais eficiência dos indivíduos: Inteligência emocional, prática com tecnologia, rapidez e habilidades de solucionar problemas. Essa cobrança, faz com que o trabalhador vá além de suas obrigações, situação que leve ao stress e cansaço físico em troca de um salário, muitas vezes mínimo, para cobrir as suas necessidades e de sua família. Assim, essa classe sacrifica a própria saúde em troca do dinheiro. 



Depreende-se que as relações de trabalho na sociedade capitalista obriga o trabalhador doar além de si mesmo e mais do seu tempo, causando o esgotamento profissional. Portanto, urge que as Faculdades de medicina e psicologia, através de projetos extensionistas e visando as atividades práticas de seus alunos, promova em empresas circunvizinhas palestras e atendimentos aos trabalhadores enfatizando a importância do descanso e do lazer, da boa alimentação e dos exercícios físicos. Logo, espera-se que o trabalho se desenvolva também para garantir a saúde física e psicológica, não esquecendo que ela é o bem mais importante depois da vida.

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