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Excesso de trabalho e saúde mental

No longa-metragem norte-americano "clube da luta" é narrada a vida de um trabalhador de classe média que passa a apresentar distúrbios mentais, em virtude do excesso de trabalho. Fora da ficção, muitos trabalhadores brasileiros encontram-se em situação semelhante a do personagem, com cotidianos de trabalho que se mostram-se exaustivos e competitivos, levando-os à sobrecarga física e mental. Ora, tal cenário é fruto de um capitalismo enraizado socialmente e de uma postura prescindida por parte do empresariado.
Essa problemática se deve, a priori, à ideologia capitalista internalizada historicamente no âmbito social e do trabalho. Esse arreigamento é explicado na obra "A ética protestante e o espírito do capitalismo", na qual o sociólogo alemão Max Webber expõe como o protestantismo iniciado com Lutero e a valorização do trabalho como dádiva de salvação humana, levaram esse ideal adiante pelos séculos seguintes. Concomitante à essa expansão, ocorria a globalização, feitos esses que somados geraram o contexto atual de mercado de trabalho competitivo e valorador da produtividade. Como resultado disso, têm-se um proletariado envolto por uma esfera de cobrança excessiva que o faz refém de seu próprio trabalho.
Ademais, o caráter omisso e distante apresentado pelas coorporações empregatícias com relação a seus funcionários tem alimentado essa realidade. E Nessa esfera, uma pesquisa realizada pela revista norte-americana Fortune em 2017, a empresa Google foi apontada como a mais adequada para uma escolha profissional, visto a sua preocupação com o bem-estar e saúde laboral de seus empregados. No entanto, ao se fazer paralelo com o contexto vigente, nota-se a disparidade, pois o modelo prevalente não permite tais características. Assim sendo, o ambiente de trabalho se torna hostil e fomentador de disfunções mentais e sociais.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas concisas que mitiguem esse panorama. Cabe ao Ministério da saúde a criação e distribuição de ambulatórios de saúde mental, por meio da aplicação de verbas públicas, em regiões com alta demanda de profissionais de saúde mental, visando democratizar o acesso ao tratamento. Por fim, cabe ao Ministério do Trabalho uma cobrança com relação as empresas, por meio da aplicação de leis trabalhistas que defendem o direito à saúde do trabalhador, com fiscalização a respeito das medidas adotadas por essas para benefício do quadro de trabalhadores, visando reduzir custos com indivíduos lesados pelo sistema produtivo. Somente assim serão evitados casos como o do personagem anônimo do filme.

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