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Excesso de trabalho e saúde mental

 É incontrovertível que a conjuntura da Terceira Revolução Técnico-Científica foi basal para o condicionamento de mudanças estruturais em escala planetária. Por sua vez, cosidera-se que o marco inicial desse contexto ocorreu na década de 1970- a partir da introdução da tecnologia, da robótica, da internet, da engenharia computacional e a engenharia genética. Diante disso, é evidente que o mercado de trabalho tornou-se reduzido perante a emancipação das máquinas e, consequentemente, houve a ampliação da concorrência com relação às vagas destinadas a esses setores. Além disso, a velocidade com a qual os trabalhos devem ser cumpridos, no plano atual, exigem maior rapidez, tal condição é a matriz responsável pelo desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Dessa forma, essa problemática será explorada sob duas vertentes: as mudanças psicológicas e fisiológicas, e o contexto sociointerativo no qual o indivíduo encontra-se inserido.


 Em primeira análise pontua-se que segundo a concepção de Sigmund Freud, o ser humano apresenta uma energia psíquica individual, ou seja, cada cérebro possui uma produtividade específica, além de ser influenciada pelos sentimentos e preocupações. Nesse sentido, compreende-se que o indivíduo exposto a trabalhos que lidam diretamente com pessoas como, por exemplo, os professores em escolas ou médicos clínicos em hospitais - que apresentam uma rotina intensa, estressante e com exigências são alvos da Síndrome de Burnout. Frente a isso, tem-se que a sintomatologia característica dessa Síndrome consiste em dores musculares, complicações gastrointestinais, disfunção no regime do sono, cefaléia, traços depressivos, ansiedade e a redução da imunidade, que conjuntamente propicia o trabalhador a exposição a diversas doenças devido ao estado psíquico de tensão. 


 Destarte, pondera-se  o contexto sociointerativo do indivíduo que possui a Síndrome de  Burnout em face do seu distanciamento familiar e com as pessoas próximas. Defronte a essa circunstância, tem-se que em função do trabalhador contemporâneo estar vulnerável ao desgaste e ao esgotamento de sua energia psíquica no âmbito trabalhista - no qual é obrigado a lidar com a pressão, as reclamações e a velocidades das tarefas, torna-se, em potencial, o fator que promove a sua despersonalização e distante da sua própria vida. Paralelamente, de acordo com Zygmunt Bauman, "vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar", ou seja o fato das relações trabalhistas serem mecânicas contribuem para a perda de sensibilidade e humanidade para com a família e as relações afetivas, as quais tornam-se ligações enfraquecidas e que podem ser rompidas.


  Portanto, conclui-se que as relações de trabalho propostas no século XXI é o veículo para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Diante disso, para rever esse quadro é elementar a elaboração de uma lei que assegure a proteção e o respeito da integridade psicológica do trabalhador, que configura um projeto a ser desenvolvido mediante ao Ministério da Justiça. Os critérios de construção dessa lei devem contemplar o acompanhamento semestral do trabalhador em qualquer instância, seja em um hospital, em uma indústria ou em uma escola, a fim de garantir a avaliação psicológica, analisando o estado emocional e as condições do trabalho. Por sua vez, a pena para a infração da lei,  caso regulamentada, deve consistir em um crime contra os direitos humanos, a medida a ser aplicada é uma multa - no intuito de que a reputação da instituição seja reduzida, de modo que possa cumprir com as suas obrigações.

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