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Excesso de trabalho e saúde mental

                             O Ludismo foi um movimento liderado por trabalhadores industriais que, em forma de protesto as longas jornadas de trabalho e a baixos salários, quebraram máquinas e equipamentos dos pátios fabris no período da Revolução  Industrial.  Consequentemente,  após inúmeras revoltas e greves,  leis  foram  criadas para a proteção e bem-estar dos funcionários. Contudo, vê-se na sociedade moderna que, apesar da existência destas leis, o excesso de trabalho tornou-se pauta dentro das causas do desequilíbrio mental do trabalhador. Portanto, uma vez que metade da população brasileira é empregada, medidas deveriam ser tomadas no que tange a atmosfera social e política.


              Em primeiro plano, ressalta-se que o brasileiro trabalha cerca de 44 horas semanais, segundo a Constituição de 1988. Entretanto, além dessas horas registradas, muitos trabalhadores levam serviços para a casa e realizam tarefas no período de férias, o que não deveria ocorrer. Porém, dentro deste mercado no qual destaca-se o ser mais concentrado, disponível, flexível e prestativo, o funcionário vê-se encurralado e abdicado de prazeres, descanso e relações interativas entre familiares e amigos. A exemplo disso, conforme uma pesquisa realizada pelo site UOL, nota-se que aproximadamente 75% dos empregados sentem que o trabalho afeta as relações entre pais e filhos.


                       Ademais, é importante destacar que as mídias vêm alertando sobre a Síndrome de Burnout - um distúrbio psíquico que possui grande possibilidade de desencadear depressão. Esta síndrome possui várias fases e todas associadas a pressão psicológica do cargo - que o indivíduo exerce-, sendo no último estágio a necessidade de intervenção médica imediata. Além dela, no ambiente de trabalho, também se encontram crises de ansiedade, depressão e estresse. Nesse contexto, contesta-se que as principais causas desses desequilíbrios, segundo a revista Veja, são em decorrência de meios tóxicos e hostis no ofício. 


           Diante do exposto, é fato que as extensas horas de trabalho afetam a saúde mental dos trabalhadores brasileiros. Portanto, espera-se que o Ministério do Trabalho realize um projeto que vise a divulgação de ideais de ambiente de trabalho além de mostrar o que seria tóxico e detalhar a devida ajuda ao trabalhador nesses casos. Outrossim, é dever dos trabalhadores exigirem seus direitos protegidos pela CLT, como por exemplo não levar tarefas ou receber ligações do trabalho durante as férias. Assim como, a mídia em geral fazer a promulgação dos sintomas da ansiedade, depressão e estresse - aliado a indicação de busca médica para uma melhor orientação. Desse modo, diminuindo os desequilíbrios mentais proporcionados pela estrutura trabalhista vigente.

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