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Excesso de trabalho e saúde mental

Karl Marx, ao expor sua tese a respeito da luta de classes, trouxe à tona a submissão exploratória do proletariado. Comparando a situação hodierna a precitada, percebe-se que há uma autocobrança dos trabalhadores frente a era capitalista de competição e qualidade profissionalizante o que corrobora maleficamente para a saúde mental destes. Desse modo, vê-se que uma má preparação empresarial para atender as demandas físicas e psicológicas dos funcionários está como uma das principais causas do imbróglio.


Durante o período revolucionário industrial, houve intenso desenvolvimento da economia de muitos países, sobretudo da Inglaterra, que obtiveram prestígio na atividade manual de muitas pessoas. Assim, com o despreparo constitucional e informacional, muitos proprietários de fábricas submeteram seus funcionários a condições desumanas, fato acarretador de patologias físicas e cansaço excessivo. Analogamente, todavia em menor intensidade, muitas indústrias não se atentam para a saúde mental de seus empregados, mormente as cargas horárias altíssimas, e se preocupam muito mais com a lucratividade burlando as leis trabalhísticas que garantem direitos benéficos para os servidores. Tal revés, afeta tanto a produtividade do colaborador quanto o meio social em que ele está inserido propiciando um efeito contrário ao esperado pelos empresários.


Frente a isso, nota-se uma consequência patológica visível ainda mais comum entre as vítimas do trabalho excessivo:  a Síndrome de Burnout. Essa doença provoca ansiedade, dificuldade de concentração, insônia, dores abdominais, depressão e em casos mais fatais o suicídio. Tudo isso, está atrelado também aos maus relacionamentos sociais que transcende a problemática veemente transformando os prejudicados em “máquinas” dotadas da incapacidade de se humanizar coletivamente.


Urge, portanto, que hajam medidas intervencionistas eficazes para minimizar o problema. Primeiramente, o poder público-privado juntamente com profissionais especializados deve estabelecer, como obrigatoriedade, nas empresas em geral momentos lúdicos e de interação social objetivando aumentar momentos prazerosos no ambiente de trabalho e reduzir índices de estresse e cansaço extremo. Ademais, é cabível que o Ministério da Saúde aliado ao poder governamental e empresarial acompanhe minuciosamente as vítimas da Síndrome de Burnout, prestando apoio psiquiátrico e medicamentoso gratuito, quando preciso, a fim de que os afetados sejam tratados com qualidade. Só assim, haverá equilíbrio mental dos funcionários e consequente produtividade nas empresas beneficiando o todo.


 


 

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