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Excesso de trabalho e saúde mental

De acordo com Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada com um organismo vivo por apresentar mecanismos funcionais integrados. Contudo, hodiernamente, no Brasil, o excesso de trabalho causa o surgimento de doenças mentais as quais colaboram com o surgimento de “patologias sociais”. Destarte, a desintegração do organismo é ocasionada não somente pela banalização social, mas também pela falta de políticas públicas que combatam essas enfermidades no meio trabalhista.



É indubitável que a questão da banalização social esteja entre as principais causas que dificultam a erradicação da problemática. Segundo José Saramago, em sua análise ao “mito da Caverna de Platão”, parcela da população se nega a conhecer as coisas fora do seu “mundinho”. De maneira análoga, o que é dito pelo escritor ocorre no prática, haja vista que boa parte das pessoas se isolam em seus mundos e, infelizmente, tratam as doenças mentais como “frescuras”, tal atitude, contribui negativamente no debate público.



Outrossim, aliado a essa situação está o governo e sua insuficiência em medidas consistentes que atuem no combate da problemática. De acordo com o Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que a sociedade alcance o equilíbrio. Desse modo, a fim de alcançar o que é dito pelo filósofo, é essencial que o poder público fomente o diálogo entre os trabalhadores para que estes tenham conhecimento das causas e sintomas e possam tanto evitar, quanto diagnosticar as enfermidades.



Para tanto, o Ministério do Trabalho deve, com o propósito de melhorar a qualidade de vida do trabalhadores, criar propagandas e simpósios, através dos meios midiáticos e de profissionais capacitados respectivamente, que aumente a discussão social em relação às doenças mentais causadas pelo excesso de trabalho. Além disso, as secretarias municipais de saúde deve prover de psicólogos e psiquiatras para diagnosticar, por meio de consultas gratuitas, e sanar as doenças psíquicas. Assim o efeito social esperado é que o “organismo social”, proposto por Durkheim, não sofra mais dessa patologia.


 


 

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