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Excesso de trabalho e saúde mental

       A partir da Reforma Protestante, o Calvinismo, linha religiosa bastante agregada com a burguesia dos países nórdicos, pregava a importância do trabalho como forma digna e de aproximação a Deus. Entretanto, nos dias de hoje, muito se é discutido sobre as danosas consequências psíquicas e fisiológicas desse sistema idealizador calvinista no cotidiano. Nesse sentido, urge entender tal realidade como um produto do modelo capitalista que, exageradamente, subtraí a saúde de uma grande parcela populacional.
      Primeiramente, é relevante equacionar o atual modo econômico como cerne dessa problemática. De acordo com Karl Marx, a Mais-valia é a forma na qual as empresas desenvolvem maneiras de potencializar o trabalho, com o intuito exclusivamente de maior lucro. Aludindo-se a esse conceito, é observado uma espécie de "mais-valia" individual, no qual muitas pessoas, visando um melhor retorno finânceiro, se sujeitam a muitas horas de serviço e ignoram suas saúdes pessoais. Com efeito, essa noção humana de desenvolvimento se desvirtua e o trabalho surge como único motor de sua vida.
     Nesse contexto de overdose trabalhista, o corpo paga o preço. No filme Tempos de Modernos, Charlie Chaplin sofre as consequências das repetições exaustivas nas máquinas burguesas, passando por até mesmo, de forma bem humorada, por uma suposta doença neurológica chamada parkinson. Fora da ficção, os transtornos advindos da demasiada carga de trabalho alcançam os cidadãos de forma cada vez mais intensa. A síndrome de Burnout, por exemplo, se caracteriza por levar a vítima a um estado de decadência psíquica, submetendo-o a um intenso processo que vai da ansiedade até, nos casos mais graves, a depressão.
    Portanto, torna-se necessário a atenuação dessa mazela contemporânea para uma melhor qualidade de vida da sociedade. No Brasil, o Ministério da Saúde pode desenvolver centros de apoio, principalmente para o trabalhador de baixa renda com pouco acesso, disponibilizando piscólogos e profissionais da área médica. Isso deve ser feito, mediante a uma melhor distribuição orçamentária entre a união, com o propósito de garantir atendimentos e aulas de relaxamento para esses brasileiros. Ademais, o Governo também deve fiscalizar fortemente abusos de patrões contra empregados, de forma a evitar cenários de escravismo moderno. E que dessa forma, assim como era visto na europa calvinista, o trabalho seja expressado virtuosamente.

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