ENTRAR NA PLATAFORMA
Excesso de trabalho e saúde mental

Acordar, trabalhar, dormir. Essa é a rotina atual da maioria das pessoas desde os tempos mais remotos. Definitivamente, um discurso muito usado para justificar isso é que o trabalho dignifica o homem, afinal, é com o fruto desse que a sociedade evolui. Conquanto tal frase seja verdadeira, hodiernamente existe um excesso da preocupação com os afazeres do emprego, e, como consequência disso, há o surgimento de problemas na vida das pessoas, empecilhos esses que afetam tanto o lado físico quanto o mental.


No que tange ao lado físico, há principalmente a piora dos problemas de saúde, visto que a pessoa não tem tempo para se exercitar e comer adequadamente, devido às responsabilidades do emprego. Conforme pesquisa feita pela OMS, 47% da população brasileira está sedentária, e, dessas, 8 em cada 10 alegam o excesso de trabalho como culpado pelos maus hábitos. Sendo assim, é válido salientar que a conjuntura atual favorece o surgimento de diversos males de saúde, tal como a diabetes, hipertensão, colesterol LDL aumentado, dentre outros.


Já no que concerne à parte mental, têm-se o desenvolvimento da síndrome de Burnout, conhecida como síndrome do esgotamento profissional. Segundo psiquiatras, essa é frequente em pessoas que trabalham demasiadamente, e, quando não tratada rapidamente ,pode desencadear e evoluir para processos ansiosos e até depressivos. Por conseguinte, com a piora da saúde mental da vítima, há o aumento da probabilidade de pensamentos antissociais e suicidas, uma vez que o indivíduo se sente sozinho e sem esperança para viver.


Destarte, o excesso de trabalho pode causar profundos impactos negativos na saúde física e principalmente psicológica das pessoas. Com o intuito de mitigar esses males, torna-se necessária a aliança entre Estado e empresas. Aquele, por meio do seu setor legislativo, promoveria leis que visem a redução da carga de trabalho semanal. Esse procedimento seria possível firmando-se acordos de redução de impostos com as empresas, para que essas não tenham prejuízos com a diminuição do expediente, e no fim, tudo esteja balanceado. Outrossim, essas, com o acordo firmado com o governo, investiriam no seu setor de RH, fornecendo, portanto, palestras e atividades educativas com psicólogos e nutricionistas, que se encarregariam de sensibilizar e alertar os funcionários dos perigos de se negligenciar a saúde física e mental.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde